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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Tribunal de Justiça divulga nomes dos indiciados na segunda fase da Operação Parada Obrigatória

Entre os envolvidos estão agentes públicos e empresários da região

Bruna Bertoletti
Vale

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina divulgou nesta terça-feira (4) o nome de seis indiciados na Operação Parada Obrigatória II. A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi concluída na sexta-feira (31), onde sete pessoas, entre agentes públicos e empresários, são suspeitas de crimes ligados ao setor do trânsito.

Divulgação
Operação Parada Obrigatória foi deflagrada em julho

 

Na lista de indiciados está o vereador licenciado José Alvercino Ferreira, o filho do parlamentar e dono de uma loja de carros em Itajaí Jefferson Alvercino Ferreira, o dono de uma distribuidora de bebidas Rudimar Dickel Correa, o funcionário do Codetran Willian Giovani Gervásio, o dono do pátio de veículos apreendidos em Itajaí Julio Cesar Fernandes e o ex-procurador do município e ex-secretário de administração de Itajaí Nelson Abrão de Souza. O sétimo indiciado é um servidor público de Florianópolis que não teve o nome divulgado. Ele foi afastado do cargo durante a Operação.

Agora, o processo está sob análise do Ministério Público, que tem cinco dias para se manifestar. Os sete indiciados são suspeitos de crimes de peculato (desvio de dinheiro público), concussão (exigir vantagens para si ou para terceiros), advocacia administrativa (uso de cargo público para obter vantagens), receptação qualificada (uso de mercadorias de origem ilícitas) e corrupção passiva.

Investigação

As provas dos crimes foram recolhidas durante uma força-tarefa, realizada no de 14 de julho, pela Gaeco. A Operação Parada Obrigatória cumpriu mandados de busca e apreensão em residências, órgãos públicos e empresas em cinco cidades da região. Quatro pessoas foram presas temporariamente, entre elas, o vereador de Itajaí José Alvercino Ferreira que continua detido preventivamente.

A primeira fase da Operação continua em andamento. O Gaeco e Ministério Público analisam documentos e provas sobre os crimes de falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro, associação criminosa e formação de quadrilha. Alguns investigados são comuns nas duas Operações, como o parlamentar José Ferreira.

Transferência Zé Ferreira

Foto/Zé Rogério/RICTV Record
Móveis foram descarregados no Batalhão

 

Na manhã desta terça-feira (4), o Tribunal de Justiça autorizou a transferência de José Alvercino Ferreira para o 1º Batalhão da Polícia Militar de Itajaí. O Comandante da unidade declarou não ter estrutura prisional para receber o vereador.

No período da tarde, mobílias foram descarregadas no Batalhão. Policiais levaram para uma sala, que servia de apoio à Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (ROCAM), cama e colchão. O espaço deve ser adaptado para receber o vereador, já que o quartel não tem celas.

Ainda não foi divulgado quando a transferência do vereador será realizada. Segundo o advogado, Marlon Bertol, o pedido para que o parlamentar saia do Presídio da Canhaduba foi imediato. O motivo seria que Zé Ferreira estava sofrendo ameaças no presídio.

 

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