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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
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Reativação da Maria Fumaça de Apiúna causa preocupação da comunidade

A máquina possui licença de inspeção, mas os trilhos e dormentes estão sem aprovação oficial

Redação ND
Vale

A reativação da Maria Fumaça, em Apiúna, no Alto Vale, neste domingo, foi marcada por um misto de nostalgia e preocupação por causa da falta de autorizações legais de regularização necessárias à realização segura dos passeios. Mesmo assim, o trem voltou a alegrar centenas de pessoas, dois anos depois de um desmoronamento que havia coberto um trecho de trilhos durante a enchente de 2011.

 

Divulgação/RICTV
Reativação da Maria Fumaça de Apiúna causa preocupação
A locomotiva parte de hora em hora, sobe até a Usina e volta à estação

 

Apesar da falta das autorizações, o retorno dos passeios de Maria Fumaça está previsto para ocorrer no segundo domingo de cada mês. O trem ressurge sobre dois quilômetros e 800 metros de trilhos.

A locomotiva parte de hora em hora, sobe até a Usina e volta à estação. São oito partidas. Os dois vagões têm lugar para 100 passageiros de cada vez. Uma parada no meio do caminho revela outro espetáculo: é a chamada “descarga da caldeira.”

Apesar de toda a nostalgia e romantismo que cercam o passeio, a preocupação está na segurança dos passageiros. A máquina possui licença de inspeção; mas os trilhos e dormentes estão sem aprovação oficial. Já as terras do trajeto pertencem à União e não há cessão de uso. Ou seja: o turismo com o trem está fora da lei. Em caso de acidente, a responsabilidade de indenizar é atribuída à Associação Brasileira de Preservação Ferroviária. Mas a ABPF descarta riscos e até mesmo uma possível interdição.

Já a TREMTUR, que investiu no projeto de restauração da Maria Fumaça ao longo de 20 anos, desaprova a reativação sem todos os papéis necessários à legalização. Se não houver acordo com a ABPF sobre a operacionalização e comercialização dos passeios, a TREMTUR admite até comprar outra locomotiva.

Os impasses, agora, ameaçam a ampliação do sonho: remontar outros 24 quilômetros de trilhos da única linha férrea de capital alemão construída no Brasil no início do século passado.

Informações de Walfrid Neto

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