O rombo na Previdência

Santa Catarina é um dos estados do país com a melhor expectativa de vida. Isso significa que as pessoas vivem melhor por aqui e por isso vivem mais. Essa realidade, digna de comemoração, se olharmos para o resto do Brasil, aumenta a responsabilidade do futuro governador do Estado com relação a previdência do Estado.

Diante da realidade de aumentos constantes das despesas, redução das receitas e necessidade de corte urgente de gastos, não resta outra alternativa a não ser lançar mão de uma urgente reforma, que permita ao governo deixar de socorrer a folha de pagamento dos pensionistas e aposentados com R$ 300 milhões por mês.

Não se trata simplesmente de deixar de pagar, nem de retirar direitos, mas é preciso encontrar uma equação que permita que a arrecadação das contribuições previdenciárias seja suficiente para o custeio da folha de pagamento e de seu potencial crescimento, tendo em vista que a expectativa é de crescimento constante no número de aposentados nos próximos anos. É preciso, ainda, levar em consideração que se as pessoas estão vivendo mais, podem, por consequência, contribuir por mais tempo.

O que o futuro governador não pode é ficar esperando uma solução mágica para este problema, sob pena de que o sistema previdenciário se torne insolvente, provocando uma crise muito maior e impactos nas finanças do governo do Estado como um todo.

O mesmo também vale para os futuros parlamentares. Será necessário muito debate e estudo técnico para a resolução deste problema. Será preciso ainda esquecer os modelos da velha política e trabalhar de forma consciente, sem paixões e partidarismos. Apenas pelo bem comum.

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