A tragédia e o alerta

Vimos inúmeras vezes atiradores entrando em escolas nos Estados Unidos e matando crianças e sempre encaramos a situação como algo distante de nossas realidades. Extremistas, dizíamos, sem muito bem saber o que isso significava e quase sempre pensando na eterna disputa entre cristãos, muçulmanos e as constantes intervenções norteamericanas. Chocados, assustados, tristes, ainda tentamos entender o que leva dois jovens brasileiros a entrar em uma escola e atirar sem parar. É sinal de uma sociedade doente? Talvez, mas é importante refletir sobre nossos valores, especialmente nossos valores familiares e nossa preocupação com os nossos filhos.

Não estamos deixando, demais, nossos filhos livres para consumirem qualquer tipo de informação, seja ela extremista ou não? Não deveríamos estar bem mais perto deles, cuidando da educação de cada um, para que não enveredem para o caminho do crime, das drogas e outros pensamentos? Muito da formação do cidadão depende da família. Jovens criados sem a orientação dos pais ou com pais muito distantes são mais suscetíveis à sugestões fora do comum, como os jogos de morte em competições em redes sociais e até os casos exploração sexual. O caso de Suzano, que nos choca hoje, nos preocupa e serve de alerta.

Temos que cuidar de nossos filhos. Não apenas para que escolas sejam seguras, mas para contribuirmos com a construção de cidadãos de bem no futuro próximo. Humanos com capacidade de separar o certo do errado, humanos com humanidade, que não agridem inocentes em nome de um conceito ou de um devaneio momentâneo. Outra palavra-chave é educação. Que ela seja de qualidade e que reforce os valores humanos e de família. Que ela prepare os jovens de fato para a vida e que ajude a construir os cidadãos que o nosso país precisa.

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