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Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018
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Preso suspeito de causar prejuízo de mais de R$ 300 mil com desvio de cargas de soja em Xanxerê

Agricultores e caminhoneiros que participavam do esquema também devem ser indiciados pela Polícia

Redação ND
Oeste

Um homem suspeito de desviar cargas agrícolas foi preso em Chapecó. Segundo a Divisão de Investigação Criminal de Xanxerê, que comandou os trabalhos, o homem realizou o desvio de 10 cargas de soja, que resultaram em um prejuízo aproximado de R$ 300 mil a empresas transportadoras.

As investigações da DIC iniciaram há cerca de dois meses, quando representantes de uma empresa transportadora procuraram a Polícia para relatar que haviam percebido que três cargas subcontratadas a outros caminhoneiros não tinham chegado ao destino. Durante as investigações, a polícia apurou que, ao todo, 10 cargas de três transportadoras diferentes tinham sido desviadas no período de 30 dias, durante o mês de abril.

 

Reprodução RICTV Meio-Oeste/ND Oeste
Homem preso suspeito de desvio de cargas de soja
As investigações duraram cerca de dois meses

 

O esquema

Segundo a Polícia, as investigações apontaram que os caminhoneiros eram subcontratados por transportadoras para levar cargas de soja de cooperativas do Paraná e do Oeste de Santa Catarina até os portos de Rio Grande (RS) e São Francisco (SC). No entanto, esses caminhoneiros eram procurados por um homem e convencidos a descarregar os grãos em outros locais.

O suspeito ainda conseguia, com agricultores da região de Xanxerê, notas de produtor rural que eram trocadas pelas notas originais das cargas. Como as notas de produtor rural davam aparência de legalidade às cargas de soja, os caminhoneiros conseguiam descarregar em qualquer lugar destinado ao depósito de grãos.

Dessa forma, 10 cargas de soja que deveriam ter seguido para portos de Rio Grande e São Francisco acabaram descarregadas em depósitos de Xanxerê e Faxinal dos Guedes. Depois de descarregadas, as cargas eram imediatamente vendidas para cooperativas da região e o pagamento feito em depósito na conta dos agricultores que forneceram as notas de produtor rural, ou mediante cheque.

Os cheques, o dinheiro ou ainda os depósitos eram repassados, quase que na totalidade, ao homem que comandava o esquema. Desse modo, o prejuízo com o desvio das cargas foi suportado pelas transportadoras que haviam subcontratado os caminhoneiros.

Prisão pelo mesmo crime

O homem que foi preso já havia se envolvido no mesmo esquema há cerca de três anos. Segundo informações da Polícia Civil do RS, no ano de 2010 o suspeito aplicou golpe semelhante naquele estado, quando conseguiu desviar mais de 40 cargas de soja e recebeu ilicitamente cerca de R$ 1,3 milhão.

Na época o homem foi preso, mas obteve a liberdade provisória em agosto de 2012. Agora, menos de um ano depois, retornou à prisão pelo mesmo motivo. A DIC continua investigando o caso, e segundo as informações, pelo menos sete pessoas, incluindo o mentor do esquema, caminhoneiros e agricultores, devem ser indiciadas por crimes de estelionato e falsidade ideológica.

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