Publicidade
Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 23º C
  • 18º C

Laudo final da PF aponta que Marcelino Chiarello cometeu suicídio

Documento foi divulgado na noite de ontem pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina

Redação ND
Oeste

Na noite de sexta-feira (12), foi divulgado através da página do Tribunal de Justiça de Santa Catarina o laudo final do inquérito sobre a morte do vereador Marcelino Chiarello. O documento da Polícia Federal foi entregue ontem ao juiz Jefferson Zanini, responsável pelo caso, e atesta a causa da morte de Chiarello como suicídio.

A divulgação do laudo aconteceu duas semanas antes do último prazo solicitado pela PF, mesmo com requerimento da viúva de Marcelino para que o documento não fosse levado à público antes do parecer do médico legista indicado pela família.

Acesse o Processo: http://esaj.tjsc.jus.br/cpo/pg/open.do - Número: 018.12.000176-1 (0000176-62.2012.8.24.0018)

Entenda o caso

Divulgação/ND Oeste

Investigações sobre a morte foram federalizadas em abril do ano passo

 

O professor e vereador Marcelino Chiarello, de 42 anos, foi encontrado morto pelo assessor no dia 28 de novembro de 2011. Ele estava pendurado na janela do quarto de visitas da casa onde morava com a mulher e o filho de 9 anos.

As investigações foram federalizadas em abril do ano passado, depois de divergências entre os diferentes laudos emitidos em Santa Catarina. Inicialmente, a Certidão de Óbito de Marcelino, assinada pelo médico legista Antonio José de Marco, indicava que as causas da morte foram traumatismo de crânio encefálico e asfixia mecânica. Logo depois, o laudo feito pelo Instituto Geral de Perícias de Chapecó apresentou uma conclusão divergente.

A Polícia Civil e os Ministério Público, que trabalhavam com a hipótese de homicídio, ouviram várias testemunhas e suspeitos. A morte de Marcelino chegou a ser tratada como um crime com motivação política, devido às denúncias feitas pela vítima enquanto vereador na Câmara de Chapecó.

Com a sequência de debates e acusações, uma junta médica do IGP de Florianópolis foi chamada para analisar o caso. Eram três profissionais que concluíram que a morte do vereador se deu por enforcamento, não por estrangulamento. Ou seja, já em março de 2012 a hipótese mais plausível era suicídio.

Com a PF nas investigações, foi solicitada em maio do ano passado a exumação do corpo do vereador petista. Em julho, chegou à Chapecó uma equipe de médicos legistas que realizaram uma nova perícia na casa e no corpo de Marcelino, que chegou a ser levado para São Paulo, onde aconteceram novos exames.

Outro laudo

Agora, com o laudo final entregue pela PF, o juiz aguarda o laudo feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco de Chapecó.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade