Vereadores aprovam projeto das Organizações Sociais em votação marcada por confusões

Os vereadores de Florianópolis aprovaram o projeto de lei que prevê a inclusão de Organizações Sociais na gestão de serviços públicos na cidade com 16 votos a favor e 6 contra na sessão extraordinária realizada neste sábado (21). O vereador Marquito teve problemas com o computador e não conseguiu votar. O clima durante a votação foi tenso e algumas confusões aconteceram tanto dentro da Câmara dos Vereadores quanto fora do prédio.

Quando os vereadores estavam prestes a votar, alguns dos manifestantes tentaram forçar a entrada no plenário. A PM (Polícia Militar) entrou no prédio para prestar apoio à Guarda Municipal e usou gás de pimenta para tentar conter os manifestantes. No mesmo momento, do lado de fora, outra confusão aconteceu.

PM entrou no prédio para conter os manifestantes - Felipe Alves/ND
PM entrou no prédio para conter os manifestantes – Felipe Alves/ND

Cerca de uma hora após o início da votação do projeto de lei, a tensão aumentou na Câmara de Vereadores de Florianópolis neste sábado (21). Após o vereador Bruno Souza (PSB) fazer declarações contra o Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis), alguns trabalhadores tentaram entrar no plenário, mas foram impedidos por guardas municipais e pela segurança da câmara.

Trabalhadores concordaram em não entrar no plenário após a confusão - Felipe Alves/ND
Trabalhadores concordaram em não entrar no plenário após a confusão – Felipe Alves/ND

Depois da confusão, que durou aproximadamente um minuto, os manifestantes concordaram que não deveriam entrar no plenário. O presidente do Sintrasem, Rene Muraro, pediu cinco minutos no plenário para responder ao vereador Bruno, mas o presidente da Câmara Gui Pereira não concedeu. Os advogados do Sintrasem disseram que vão entrar na Justiça por difamação contra o vereador Bruno, pois ele teria usado o termo “vagabundos” para se referir aos sindicalistas.

Os ânimos já estavam um pouco alterados devido a presença da tropa de Choque na Câmara dos Vereadores, mas não houve nenhum outro desentendimento. Além da Guarda Municipal e da tropa de Choque que estavam dentro do prédio, a PM (Polícia Militar) ficou do lado de fora, em frente a Câmara, onde muitos manifestantes estavam reunidos. A sessão começou às 16h deste sábado, já com os pareceres favoráveis ao projeto das sete comissões da casa.

Confira algumas das confusões que marcaram a votação:

Cidade