Último garoto e técnico deixam caverna, diz Marinha tailandesa

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As cinco últimas pessoas foram resgatadas da caverna na província de Chiang Rai, na Tailândia, na manhã desta terça-feira (10), disse o governo tailandês. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

Às 18h47 do horário local (8h47 de Brasília), a Marinha tailandesa informou nas redes sociais que o treinador, de 25 anos, e o último dos 12 meninos – com idades entre 11 e 16 anos – tinham deixado a caverna, 18 dias após desaparecerem durante um passeio ao local.

As autoridades locais já tinham dito desde o início do dia que o objetivo da missão desta terça era resgatar todo os quatro meninos e o treinador que ainda estavam na caverna.

Seguem no local ainda três militares e um médico que estavam fazendo companhia ao grupo e que devem sair em breve.

Outros oito garotos já foram retirados com segurança da gruta nos últimos dois dias. Destes, as autoridades da Tailândia informaram que dois têm sinais de pneumonia nos pulmões, segundo o jornal britânico The Guardian.

As cinco últimas pessoas foram resgatadas da caverna na manhã desta terça-feira - Lillian SUWANRUMPHA /AFP/ND
As cinco últimas pessoas foram resgatadas da caverna na manhã desta terça-feira – Lillian SUWANRUMPHA /AFP/ND

Todos o grupo deve permanecer por pelo menos sete dias em quarentena no hospital, onde passam por exames médicos. Eles já conseguiram ver os pais através de vidros, mas não puderam ainda ter contato físico com os familiares. Também estão se alimentando com comida diluída e um pouco de chocolate, mas ainda não foram autorizados a se alimentarem normalmente – segundo os médicos, as crianças querem comer alguns pratos típicos tailandeses.

Apesar das chuvas na região, a condição da caverna não mudou nesta terça, segundo a equipe de resgate. Ao menos 19 mergulhadores participam da operação, que começou às 10h08 locais (0h08 de Brasília).

O governo tailandês disse apenas que os quatro resgatados no domingo estão felizes e saudáveis. “Hoje de manhã eles estavam com fome e queriam comer khao pad grapao”, disse Narongsak, referindo-se a um prato tailandês de carne frita, chili e manjericão servido com arroz.

Os 12 meninos e o treinador estavam explorando as cavernas de Tham Luang Nang Non em 23 de junho e ficaram presos quando o local alagou devido a chuvas. Eles foram localizados dez dias depois.

Os meninos estavam presos a cerca de 4 km da entrada da caverna e a 800 metros de profundidade. O resgate é feito por passagens escuras e apertadas, cheias de água barrenta e correntes fortes, e também sem muito oxigênio.

Por isso, cada menino fez o trajeto usando tanques de oxigênio e acompanhado de mergulhadores experientes para evitar acidentes. O temor de uma fatalidade aumentou após um ex-SEAL da marinha tailandesa morrer após desmaiar durante um mergulho na última sexta (6).

O primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-o-chau, revelou nesta terça que os meninos receberam remédio para controlar a ansiedade para ajudar na travessia de volta. Ele negou boatos de que as crianças estariam sendo anestesiadas para fazer o trajeto.

As autoridades decidiram acelerar os esforços para retirar os meninos da caverna devido à preocupação com as chuvas.

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Depois de 18 dias de tensão, o anúncio que o mundo esperava aconteceu às 18h47 do horário local (8h47 em Brasília) desta terça-feira (10): todos os 12 meninos e seu treinador que estavam presos em uma caverna no interior da Tailândia foram resgatados em segurança.

“Os 12 Wild Boars [nome do time de futebol dos garotos] e seu técnico já deixaram a caverna e estão a salvo. Hooyah!” escreveu nas redes sociais a unidade SEAL da Marinha tailandesa. “Nós não temos certeza se isso foi um milagre, a ciência ou outra coisa”, completou.

A operação de resgate recomeçou às 10h08 do horário local (0h08 de Brasília) com a participação de 19 mergulhadores —ao todo, mil militares tailandeses participaram do resgate. Foram cinco horas de espera até o primeiro garoto deixar a caverna, por volta das 15h locais (5h de Brasília) e depois mais quase quatro horas até o anúncio de que os outros três meninos e o treinador, de 25 anos, tinham deixado o local.

“Estou tão feliz que nem consigo agradecer a todos que participaram”, disse Narongsak Osatanakorn, responsável por comandar o resgate.

Segundo a imprensa tailandesa, o técnico foi o último a sair, mas a informação não foi confirmada oficialmente. Depois dele, três mergulhadores e um médico que estavam na caverna para fazer companhia ao grupo também saíram.

Ainda não há informação sobre o estado de saúde dos quatro meninos ou do técnico que deixaram a caverna nesta terça. Eles foram levados de ambulância até um posto de atendimento improvisado nas proximidades da caverna para o primeiro atendimento e de lá foram transportados para um hospital em Chiang Rai, onde já estavam os oito outros garotos resgatados entre domingo (8) e segunda (9).

Todo o grupo deve permanecer por pelo menos sete dias em quarentena no hospital, onde passam por exames médicos. Com isso, foi descartada a possibilidade deles comparecerem à final da Copa do Mundo no próximo domingo (15) na Rússia —a Fifa tinha anunciado que eles estavam convidados para o jogo caso estivessem autorizados a viajar.

Os meninos já conseguiram ver os pais através de vidros, mas não puderam ainda ter contato físico com os familiares.

Autoridades tailandesas revelaram que ao menos dois dos meninos resgatados anteriormente tem sinais de pneumonia no pulmão, mas que passam bem.

Os médicos revelaram que as crianças pediram por prato típicos tailandeses, mas que por enquanto estão se alimentando apenas por líquidos, alimentos diluídos e um pouco de chocolate.

Os meninos, com idade entre 11 e 16 anos, estavam presos a cerca de 4 km da entrada da caverna e a 800 metros de profundidade. Para sair, cada um deles fez o trajeto usando tanques de oxigênio e foi acompanhado por dois mergulhadores durante o percurso, que incluiu passagens escuras e apertadas, cheia de cheias de água barrenta.

O primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-o-chau, revelou nesta terça que os meninos receberam remédio para controlar a ansiedade para ajudar na travessia de volta. Ele negou boatos de que as crianças estariam sendo anestesiadas para fazer o trajeto.

O temor de uma fatalidade no trajeto aumentou após um ex-SEAL da marinha tailandesa morrer após desmaiar durante um mergulho na última sexta (6). A possibilidade de que novas tempestades caíssem no local, o que poderia inundar a caverna, obrigou as autoridades a acelerarem a retirada.

Apesar da chuva, porém, o nível de água na caverna se manteve estável, que já que ela era bombeada para fora.

Os 12 meninos e o treinador estavam explorando as cavernas de Tham Luang Nang Non em 23 de junho e ficaram presos quando o local alagou devido a chuvas. Eles foram localizados dez dias depois.

Agora que o resgate terminou, a caverna deve ser fechada para ter a segurança reforçada e dpois será reaberta ao turismo.

Logo após o fim do salvamento, o clima de comemoração tomou conta do local. Imagens da TV tailandesa mostram voluntários e membros da equipe de resgate dançando e cantando. Em Chiang Rai, principal cidade da região, carros buzinaram pelas vias ruas e parte dos moradores foi para rua celebrar, segundo o jornal britânico The Guardian.

Ao redor do mundo, diversos líderes mundiais expressaram felicidade com o resgate, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel, a primeira-ministra britânica Theresa May e o presidente americano Donald Trump.

Diversos clubes de futebol também se manifestaram nas redes sociais, incluindo o italiano Roma e o inglês Manchester United, que convidou os garotos, o treinador e a equipe de resgate para assistir um jogo em seu estádio na próxima temporada.

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