Prefeitura inicia estudo para volta da fiscalização eletrônica em Florianópolis

Desde a semana passada, uma empresa de São Paulo está realizando estudos dos locais mais críticos para a volta da fiscalização eletrônica em Florianópolis. A informação foi dada ontem com exclusividade ao Grupo RIC pelo prefeito Gean Loureiro (MDB), que espera lançar em março a licitação.

Empresa de São Paulo faz estudos nos locais mais críticos para instalação de radares em Florianópolis - PMF/Divulgação/ND
Empresa de São Paulo faz estudos nos locais mais críticos para instalação de radares em Florianópolis – PMF/Divulgação/ND

De acordo com o prefeito, a lei exige que o município tenha um estudo técnico para lançar a licitação, identificando, assim, pontos críticos, velocidade dos motoristas, maiores imprudências, entre outros aspectos. “Já licitamos e temos uma empresa contratada para esse estudo. Importante deixar claro que não estão multando agora, é apenas um estudo para lançar o edital”, informou o prefeito.

Loureiro diz que esse serviço deverá ser concluído nas próximas semanas e provavelmente em março a prefeitura deverá lançar o edital de licitação para a escolha da empresa. Em um primeiro momento, a proposta é fiscalizar o avanço do sinal vermelho e a parada de carros sobre a faixa de pedestres. Depois, a prefeitura quer voltar a fazer a fiscalização eletrônica de velocidade em Florianópolis. Mas no lugar dos radares fixos usados até 2014 na cidade, a nova proposta pretende usar lombadas eletrônicas para controlar a velocidade dos carros. Um dos locais mais críticos da cidade é a avenida Beira-mar Norte, onde moradores se queixam do abuso da velocidade pelos motoristas, principalmente durante as madrugadas.

Desde o escândalo de corrupção envolvendo o antigo modelo, em 2014, não há fiscalização por radar em Florianópolis. Os contratos dos sistemas de fiscalizações da cidade estiveram na mira da Operação Ave de Rapina, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2014.

Caps da UPA Continente

Em visita à RICTV Record, o prefeito Gean Loureiro também falou sobre a importância do Caps (Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas) Continente, que iniciou nesta segunda-feira (11) as atividades de acolhimento na nova estrutura física, no prédio onde também funcionará a UPA Continente, no bairro Jardim Atlântico.

“Tem um fator histórico aí também, já que o prédio estava abandonado desde 2012 e este é o primeiro setor a ser ocupado no local”, disse.

Ele também destaca o serviço e suas novas instalações como fundamentais para a saúde mental do município. “Para uma família que não tem recursos, deixar o filho ali, tomando medicação e passando por todo atendimento, é muito bom. A capacidade hoje é de atendimento a 50 pessoas por dia, mas já estamos fazendo concurso para aumentar o número de profissionais e passar a ter internação 24h”, ressaltou.

Dengue controlada

Sobre os quatro casos autóctones de dengue no município, a Prefeitura acredita se tratar de situações localizadas, já que todos os pacientes contaminados seriam funcionários de uma mesma empresa de turismo. A hipótese é de que mosquitos contaminados teriam vindo dentro de um dos veículos dessa empresa após uma viagem. Apesar disso, Gean disse que a Prefeitura já está tomando todas as providências necessárias para evitar novas contaminações e que a situação está controlada.

Equipes do Centro de Controle de Zoonoses realizaram visitas em um raio de 150 metros a partir da residência e local de trabalho dos pacientes autóctones para orientar as pessoas e eliminar possíveis criadouros do mosquito. Também foi feito aplicação de larvicida no local onde possivelmente as pessoas contraíram a doença.  

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