Pai e madrasta são condenados por morte do menino Bernardo

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Após quatro dias de julgamento, Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, respectivamente pai e madrasta do menino Bernardo Boldrini foram condenados por homicídio qualificado com motivo torpe pela Justiça. As informações são do portal R7.

Menino Bernardo Boldrini – Reprodução

A sentença foi lida pela juíza Sucilene Engler Werle às 19h no Foro de Três Passos, no Rio Grande do Sul. Leandro foi condenado a 33 anos e 8 meses e Graciele a 34 anos e 7 meses.

Na condenação do pai de Bernardo, a juíza destacou atos de violência psicológica feitas pelo pai e encontradas em seu celular, além de sua conivência com as atitudes da madrasta. “O réu em vez de proteger a vítima, seu filho, obrigava-o a pedir desculpas a madrasta, se mostrando conivente com as atitudes dela”, afirmou a Sucilene Engler.

Bernardo foi morto em 4 de abril de 2014, aos 11 anos. Na época, foi considerado desaparecido na cidade de Três Passos e encontrado 10 dias depois, em uma cova à beira de um riacho, já em estado avançado de composição.

Além deles, Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele, também é julgada, juntamente com Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia.

Os réus podem recorrer da decisão, porém apenas para revisar o tempo de pena, já que mudar o resultado necessitaria um novo julgamento popular.

Foram quatro dias de julgamento em que defesa e acusação puderam fazer suas colocações. Apesar do pai da criança, o médico Leandro Boldrini, alegar inocência, o Ministério Público sustentou que ele teve participação direta no crime. O MP pede ainda a condenação de outros três acusados.

Mesmo após Graciele Ugulini, mulher de Leandro e madrasta de Bernardo assumir a culpa pelo assassinato e inocentar o pai da criança ao júri, a promotoria reafirmou que provas mostram o contrário.

Leandro afirmou que no dia em que o menino sumiu, a família teria almoçado em clima tranquilo. Na versão do acusado, a mulher teria relatado que levou Bernardo para outra cidade a passeio. Na casa em que ficaram, o garoto entrou no quarto, pegou as roupas, disse que ia para a casa de um amigo e depois desapareceu. “Em nenhum momento desconfiei de Keli (apelido de Graciele)” declarou o pai.

Segundo a denúncia, Leandro seria o mentor intelectual do crime e incentivador da atuação de Graciele em todas as etapas. Leandro teria patrocinado as despesas e também fornecido meios para acesso à droga Midazolan, utilizada para matar o menino.

Para o MP, Boldrini e Graciele não queriam partilhar a herança de Odilaine com Bernardo, que representava um estorvo para a nova família, formada pelo médico, a madrasta e a filha do casal, Maria.

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