MNIC e Museu de Imigração do Estado de São Paulo promovem intercâmbio

Fabrício Porto/ND

Giane e Dilney, do MNIC, com Marília em passeio no principal museu de Joinville

 

Dois museus que tratam da imigração firmaram importante acordo, neste fim de semana, visando à troca de experiências. O acordo envolve o Museu da Imigração do Estado de São Paulo e o MNIC (Museu Nacional de Imigração e Colonização), de Joinville.  

Diretora executiva do museu paulista, Marília Bonas Conte foi convidada pela coordenação do MNIC a fazer a sua primeira visita, no sábado (27), ao museu de Joinville. E o ND estava lá, acompanhando o encontro entre essas duas entidades irmãs.

Acompanhada por Dilney Cunha e Giane Maria de Souza, coordenador e educadora do MNIC, respectivamente, a representante do museu de São Paulo teve o seu primeiro contato com o acervo do principal museu de Joinville.

Marília fotografava tudo e ao mesmo tempo, tecia comentários, que demonstravam o quanto as dinâmicas são parecidas – mesmo tendo os museus proporções e histórias diferentes. “Somos instituições gêmeas e, além do acervo das famílias de imigrantes, temos em comum a responsabilidade educativa, que é essencial para o museu”, ressalta Marília.

Cunha vê essa passagem da diretora pela cidade e pelo MNIC, como uma forma de aproximar ainda mais as duas instituições. Segundo ele, a visita de Marília é considerada o principal momento do MNIC no ano, por conta da troca de informações.

Um dos objetivos do MNIC – que justifica a valorização da passagem de Marília pela cidade – é a realização do Plano Museológico que o museu paulista já possui. “Estamos nos encaminhando para isso. Também estamos fazendo um novo inventário do acervo e com certeza a Marília poderá nos auxiliar muito nessas questões”, conclui o coordenador do MNIC.

Encantada com Joinville

Em Joinville, Marília palestrou sobre “Imigração e diversidade: o Museu da Imigração do Estado de SP como espaço em/de construção”. A palestrante é especialista em museologia e, além de diretora executiva do museu paulista, é diretora do Museu do Café em Santos.

Nesta conferência, organizada pelo MNIC, Marília expôs a sua experiência e metodologia de trabalho, especialmente após a reabertura do Museu da Imigração de São Paulo, em 31 de maio. Segundo ela, o museu ressurgiu com novas perspectivas, que vão além das imigrações, passando pelo envolvimento do público e das comunidades com a programação.

A palestrante se disse encantada com o clima da conferência. Ela conta que se entusiasmou em ver as pessoas tão interessadas em temas como o que estava sendo tratados. “As pessoas compareceram e interagiram de uma forma que eu nem esperava. Vou embora de Joinville encantada”, afirmou Marília.

 

 

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