Mesmo cancelado, ato contra reformas do governo reúne cerca de 50 pessoas em Florianópolis

A aposentadoria da professora de história Susete Ramos Melo, de 63 anos, não impede que ela se envolva na luta por direitos do magistério e da classe trabalhadora. Natural de Jaguaruna, ela mora em Criciúma há mais de quatro décadas e luta pelos direitos trabalhistas desde os 18. Acompanhada da também professora Maria de Lourdes da Rosa, 53 anos, ela esteve no Centro de Florianópolis, no Largo da Alfândega, nesta terça-feira (28), para participar de um ato contra as reformas do Governo Federal, que incluem mudanças na lei de terceirização de empresas e na Previdência. “Hoje eu estou aposentada, mas continuo sendo educadora. É nas ruas que a gente também faz o trabalho”, garantiu.

Ato foi organizado pelo Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos - Gustavo Bruning/ND
Ato foi organizado pelo Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos – Gustavo Bruning/ND

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A manifestação, organizada pelo Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos e marcada para as 17h, acabou cancelada por causa da chuva. Por volta das 17h50, no entanto, cerca de 50 pessoas, entre lideranças de sindicatos, trabalhadores e curiosos, se concentravam no local. O ato unificado, que tinha membros do Sinte-SC e do Sintrasem, entre outros, deve ser retomado na segunda-feira (3). Segundo Amauri Soares, diretor da central sindical Intersindical, o Fórum prepara uma caminhada pelo Centro após a audiência pública sobre a Reforma Trabalhista e Previdenciária, marcada para as 9h na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

“Essas mudanças vão prejudicar muito a classe trabalhista, vamos perder tudo aquilo que foi conquistado uma vida inteira. É um retrocesso de 180 anos” – Maria de Lourdes da Rosa, professora.

As professoras Susete Ramos Melo e Maria de Lourdes da Rosa lutam pelos direitos trabalhistas há décadas - Gustavo Bruning/ND
As professoras Susete Ramos Melo e Maria de Lourdes da Rosa lutam pelos direitos trabalhistas há décadas – Gustavo Bruning/ND

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