Menino prodígio do xadrez em Joinville busca título nacional

Ele tem apenas 12 anos, mas já é perito em aplicar xeque-mate nos adversários. Em abril, Willian Hille foi o campeão invicto do Fecaj (Festival Catarinense da Juventude) 2014, em Jaraguá do Sul. Ele venceu a categoria cadetes, que aceita enxadristas de até 16 anos, com seis vitórias em seis jogos.

Hoje, o menino prodígio segue para o Rio de Janeiro a fim de competir no Fenaj (Festival Nacional da Juventude). A primeira rodada deve acontecer amanhã, às 16h. Serão novamente seis partidas, com o último duelo no domingo (11).

A boa performance no tabuleiro, mesmo contra enxadristas mais velhos, rendeu a Willian uma bolsa de estudos – de 90% no valor da mensalidade – para estudar no Colégio Machado de Assis e representar a instituição em competições de xadrez.

Aluno do 8º ano do período vespertino, Willian recupera facilmente as aulas e os conteúdos que perde por conta das viagens aos campeonatos. E se por acaso o menino não consegue acompanhar a turma, não falta gente interessada em ajudá-lo, garante a mãe. “Ele tem uma legião de fãs. As meninas são as principais admiradoras dele”, arremata Alessandra.

O talento de Willian nos lances com cavalos, bispos e torres parece ser de família. Em casa, ele não é o único a faturar troféus no xadrez. Na semana passada, o irmão de Willian, Walter Júnior, 17, também levou o título de melhor enxadrista joinvilense, com quatro pontos de sete possíveis, na etapa Joinville do Aberto do Brasil e terceira semifinal do Campeonato Estadual Catarinense de Xadrez 2014. “Eu vejo um futuro promissor para os dois, eles são muito focados e não se distraem”, aposta o mestre Roberto Molina.

 

Fabrício Porto/ND

“Comecei a jogar porque simplesmente todos em casa jogavam, menos eu.”
Willian Hille, novo talento no xadrez de Joinville

 

 

Influência do pai e do irmão

Willian Hille começou a jogar xadrez em 2012, mas confessa que nunca pensou em ganhar troféus ou virar profissional. Tudo começou ao ver o pai, Walter Hille, que é um apaixonado por xadrez e também já participou de campeonatos. Depois veio a influência do irmão mais velho, Walter Júnior.

 “Comecei a jogar porque simplesmente todos em casa jogavam, menos eu”, diz Willian, que dedica boa parte de seu tempo treinando novas jogadas e estudando os movimentos de enxadristas mais experientes. 

Nas segundas e nas quartas, Willian tem aulas das 9h30 às 11h30 com o mestre internacional Roberto Molina. Nas terças e quintas, das 20 às 23h, as aulas são com o mestre Lúcio Amorim. Tudo isso para estar afiado e nos campeonatos que disputa.

 

Clube oferece aulas gratuitas

O CXJ (Clube de Xadrez de Jonville) oferece aulas gratuitas a todas as pessoas, de diferentes faixas etárias. O clube se dedica ao amadorismo, à promoção do esporte e sua divulgação no meio comunitário, onde o xadrez é estimulado como prática educacional e de lazer.

A instituição está localizada na rua dos Ginásticos, anexo à Sociedade Ginástica de Joinville. O horário de funcionamento é das 9 às 11h, durante a semana, menos na quita. E diariamente das 14h às 19h.

O presidente do CXJ, Haroldo Cunha dos Santos Júnior, explica que a casa está à disposição do público. O principal objetivo é incentivar e resgatar a tradição e a pratica do xadrez entre os jovens, crianças e adolescentes.

 

Xadrez no Brasil

Os primeiros campeonatos nacionais de xadrez no Brasil já eram disputados em 1927. O primeiro campeão foi João de Souza Mendes Junior, ao vencer campeonato disputado no Rio de Janeiro. Além de enxadrista, Mendes era médico sanitarista do Instituto Oswaldo Cruz.

O primeiro campeonato feminino de xadrez, no país, foi disputado em 1960 e a vencedora foi Dora de Castro Rúbio. O torneio ocorreu em Brusque e marcou o nome de Dora na história desse esporte.

O grande nome da história do xadrez no Brasil é o enxadrista Henrique Costa Mecking, o Mequinho. É considerado o melhor jogador de xadrez do Brasil, chegando a figurar na lista dos melhores enxadristas do mundo na década de 1970. Mequinho abandonou os tabuleiros durante um longo período de ausência para tratar de uma grave doença.

Fonte: Portal Educação

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