Governo proíbe parada gay em Istambul pelo segundo ano seguido

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo de Istambul, na Turquia, proibiu uma parada do orgulho LGBT na cidade, que estava prevista para o domingo (25), citando razões de segurança depois de surgirem ameaças de um grupo ultra nacionalista.

Será o segundo ano que a marcha, apontada no passado como a maior do mundo muçulmano, foi barrada pelas autoridades locais.

Na semana passada, o grupo ultra nacionalista Alperen ameaçou impedir a parada se as autoridades a permitissem.

No sábado (24), o governo disse que tomou a decisão de suspender a marcha em nome da segurança dos participantes, turistas e moradores.

Os organizadores do evento disseram que a proibição legitima o que eles chamam de crimes de ódio de grupos como Alperen, e pediu que o governo reveja a decisão.

Ao enfatizar a questão de segurança pública, o governo faz um esforço para distorcer a imagem de uma parada pacífica e planejada, disseram, em um comunicado divulgado na internet. “Nós vamos marchar. Se acostumem. Estamos Aqui. Não vamos embora”.

A parada gay de Istambul —uma cidade vista como relativa segura pela comunidade LGBT do Oriente Médio, incluindo refugiados da Síria e do Iraque—

costumava ser um evento pacífico.

No entanto, em 2015, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar os participantes, depois que os organizadores tiveram autorização para o evento negada por coincidir com o mês sagrado do Ramadã.

A homossexualidade não é um crime na Turquia, enquanto que em muitos outros países islâmicos a homofobia segue generalizada.

O presidente Recepp Tayyip Erdogan e seu partido, o AK, são criticados por opositores por mostrar pouco interesse em expandir direitos para minorias, gays e mulheres, e são intolerantes com dissidentes.

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Será o segundo ano que a marcha, apontada no passado como a maior do mundo muçulmano, foi barrada pelas autoridades locais.

Na semana passada, o grupo ultra nacionalista Alperen ameaçou impedir a parada se as autoridades a permitissem.

No sábado (24), o governo disse que tomou a decisão de suspender a marcha em nome da segurança dos participantes, turistas e moradores.

Os organizadores do evento disseram que a proibição legitima o que eles chamam de crimes de ódio de grupos como Alperen, e pediu que o governo reveja a decisão.

Ao enfatizar a questão de segurança pública, o governo faz um esforço para distorcer a imagem de uma parada pacífica e planejada, disseram, em um comunicado divulgado na internet. “Nós vamos marchar. Se acostumem. Estamos Aqui. Não vamos embora”.

A parada gay de Istambul —uma cidade vista como relativa segura pela comunidade LGBT do Oriente Médio, incluindo refugiados da Síria e do Iraque—

costumava ser um evento pacífico.

No entanto, em 2015, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar os participantes, depois que os organizadores tiveram autorização para o evento negada por coincidir com o mês sagrado do Ramadã.

A homossexualidade não é um crime na Turquia, enquanto que em muitos outros países islâmicos a homofobia segue generalizada.

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