Ataque a tiros em acampamento pró-Lula em Curitiba deixa dois feridos, diz PT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A direção nacional do PT informou na manhã deste sábado (28) que o acampamento em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba, foi alvo de um ataque a tiros durante a madrugada.

Duas pessoas ficaram feridas. Uma delas, um homem de 38 anos identificado como Jeferson Lima de Menezes, de São Paulo, foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador, com um tiro no pescoço.

O acampamento está localizado no bairro de Santa Cândida, na capital paranaense, a cerca de 750 metros da sede da Polícia Federal do Paraná, onde Lula cumpre pena de 12 anos e um mês desde o último dia 7. O petista foi condenado no caso do tríplex do Guarujá no âmbito da operação Lava Jato.

Pelas redes sociais, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o militante socorrido ao hospital ficou ferido com gravidade.

“As pessoas passaram várias vezes gritando e se manifestando de forma contrária. Mais de 20 tiros foram dados no acampamento”, afirmou a parlamentar, que destacou que esse não é o primeiro episódio de violência -no último dia 28 de março, um dos ônibus da caravana de Lula pela região Sul foi atingida por tiros também no Paraná, na cidade de Laranjeiras do Sul.

Por meio de nota, integrantes da vigília “Lula livre”, que integra o acampamento na capital paranaense, repudiaram o ataque e informaram que ele foi registrado por volta das 4h por uma pessoa, não identificada, que foi até o local de carro. Além da vítima baleada, uma segunda teria se ferido, sem gravidade, com estilhaços de tiros efetuados contra os banheiros químicos do acampamento.

Duas pessoas teriam sido feridas no acampamento - Frente Brasil Popular/Reprodução/Facebook
Duas pessoas teriam sido feridas no acampamento – Frente Brasil Popular/Reprodução/Facebook

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Ataque a tiros em acampamento pró-Lula em Curitiba deixa dois feridos, diz PT

Atualizado

CAROLINA LINHARES

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – Duas pessoas ficaram feridas após um ataque a tiros contra o acampamento de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Curitiba, na madrugada deste sábado (28).

Um dos feridos é Jeferson Lima de Menezes, 38, que levou um tiro no pescoço e está internado no Hospital do Trabalhador. Os disparos acertaram também um banheiro químico, provocando estilhaços que feriram sem gravidade uma mulher no ombro. Ela foi atendida no hospital e liberada.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, as primeiras informações são de que uma pessoa a pé efetuou os disparos. No local, foram recolhidas cápsulas de pistola 9 mm. Os militantes dizem que o ataque ocorreu por volta de 4h da madrugada.

Um inquérito foi aberto para investigar o caso. Ainda segundo a secretaria, peritos da Polícia Científica do Paraná, policiais militares e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, estiveram no local.

O acampamento pró-Lula fica a menos de 1 km da sede da Polícia Federal, onde o ex-presidente está preso desde o último dia 7.

Tendas e barracas foram instaladas em um terreno alugado pela organização no último dia 17, depois que a Justiça do Paraná determinou que os manifestantes, antes acampados em frente à PF, deixassem o local sob pena de pagarem multa diária de R$ 500 mil.

Por meio de nota, integrantes da vigília “Lula livre”, que integra o acampamento em Curitiba, repudiaram o ataque e afirmaram que não serão intimidados.

“A sorte de não ter havido vítimas fatais não diminui o fato da tentativa de homicídio, motivada pelo ódio e provocação de quem não aceita que a vigília é pacífica, alcança três semanas e vai receber um Primeiro de Maio com presença massiva em Curitiba”, diz o texto.

A nota lembrou ainda um ataque com barras de ferro contra militantes durante a transferência do acampamento para o novo local e pediu policiamento.

“No fundo, é uma crônica anunciada. Desde o dia quando houve a mudança de local de acampamento (17), cumprindo demanda judicial, integrantes do movimento social haviam sido atacados na região. Desde aquele momento, a coordenação da vigília já exigia policiamento e apoio de viaturas, como foi inclusive sinalizado nos acordos para mudança no local do acampamento.”

O presidente do PT no Paraná, Dr. Rosinha, que integra a coordenação da vigília, cobrou que a Secretaria de Seguranç

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