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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Aberta a temporada de intercâmbio no Bolshoi em Joinville

Escola recebe aluna de companhia de Chicago, enquanto uma de suas bailarinas parte para um ano na Rússia

Alexandre Perger
Joinville
Fabrício Porto/ND
Fabrício Porto/ND
Emma (na frente) com seus colegas da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

 

Depois de ver vários de seus alunos se destacarem e partirem para grandes companhias da Europa, chegou a vez da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil experimentar o caminho inverso. Pela primeira vez, a instituição recebe uma bailarina de outro país para fazer um intercâmbio. Emma Sidari, aluna da State Street Ballet, de Chicago, 11 anos, ficará por três semanas tendo aulas e conhecendo a rotina da única filial do Bolshoi fora da Rússia.

A responsável por fazer a ponta entre Emma e o Bolshoi foi a professora e coreógrafa Eurika Porto, 55, que há quatro anos seleciona talentos para levar para companhias do exterior. A ideia de trazer a pequena ao Brasil surgiu há um ano, após uma conversa entre Eurika e Pavel Kazarian, diretor da escola brasileira.

Com a ida de alunos brasileiros do Bolshoi para companhias estrangeiras, bailarinos mais experientes e professores ficam encantados com os talentos que encontram e curiosos para saberem como é a fonte. “Mostramos que aqui tem uma escola que as pessoas podem vir para ficar”, ressalta Eurika, garantindo que há mais interessados em fazer esse intercâmbio.

Emma está encantada com a oportunidade de passar essas três semanas estudando no Bolshoi. É um sonho realizado para a bailarina. “É incrível, é diferente, aqui é maior e cada bailarino é muito talentoso e amigável”, comenta a jovem promessa. O principal objetivo é aprimorar o balé, ponto forte do Bolshoi. “É um desafio, mas não é muito difícil, estou conseguindo me adaptar”, diz Emma, com a ajuda de Eurika como intérprete.

As principais diferenças que a bailarina encontrou entre o método cubano, aplicado na escola onde ela estuda, e o praticado no Bolshoi, se concentram no estilo e em alguns detalhes de posicionamento do corpo. Emma acredita que essas novas experiências vividas em solo joinvilense vão ajudá-la a voltar aos Estados Unidos mais motivada. Mas a possibilidade de voltar ao Brasil, caso algum dia receba uma oferta, é algo que faz os olhos da pequena bailarina brilharem.

Os intercâmbios promovidos por Eurika não param em Emma. Hoje, deve chegar ao Brasil o bailarino José Costa, da Ópera de Zurique, Suíça. A intenção é conhecer a escola e ajudar a professora a garimpar talentos. Alguns bailarinos de dança contemporânea já estão pré-selecionados. Falta apenas o aval da escola.

 

Malas prontas para Perm


A próxima aluna do Bolshoi a receber oportunidade fora do Brasil é a paulista Carla Donato Maximo, 16 anos, que vai para a Perm Ballet School, uma das mais conceituadas da Rússia, localizada na cidade de Perm. A bailarina embarca ainda neste mês, para iniciar os estudos em setembro, com duração de um ano.

 

Divulgação/ND
Divulgação/ND

Paulista Carla Máximo busca na Rússia oportunidade de amadurecimento

 

A chance surgiu graças ao interesse de Carla, que descobriu uma audição na Rússia e aproveitou as férias no Bolshoi para ficar duas semanas participando de cursos. O talento da paulista, uma das primeiras brasileiras a ingressar na Perm Ballet School, se destacou e ela foi escolhida pelos diretores da escola que acompanhavam as aulas.

Passar um ano na Rússia e conhecer uma nova cultura empolga Carla, que já faz planos de, quem sabe, conseguir ingressar em outra companhia russa. “Depois desse período lá, vou voltar outra pessoa, uma bailarina mais madura”, espera Carla.

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