Publicidade
Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 18º C

Sábado de experiências literárias em Joinville

O número de inscritos passou de 100 e agradou os organizadores

Alexandre Perger
Joinville

“É a primeira vez que falo para uma assembleia tão letrada e interessada”. Foi com essa frase que escritor o Gilberto Mendonça Teles, de 83 anos de idade, encerrou sua palestra, que abriu o 1º Encontro Catarinense de Escritores, realizado no sábado, em Joinville, pela Associação Confraria das Letras. O público atingiu as expectativas da organização, com 106 inscritos.

Luciano Moraes/ND
Gilberto Mendonça Teles falou sobre suas experiências como poeta e pesquisador

Atentos e curiosos, os escritores ouviram Gilberto resgatar a história da poesia, falando de gregos e romanos, passando por outros períodos e chegando à modernidade. O escritor aproveitou também a própria experiência como poeta e também pesquisador, que desbravou a literatura brasileira e mundial, abordando, entre outros aspectos, a diferença entre brasileiros e os outros povos da América Latina.

O escritor e cronista Donald Malschitzky saiu satisfeito da palestra. “No geral, ele abordou aspectos que não estamos acostumados”, diz, destacando o gato de Teles ter falado da importância da poesia e a influência que ela teve na formação de povos e nações. “A poesia não é sempre muito valorizada, mas ela tem sua importância, pode mudar alguém”, comenta Donald.

Durante o período da tarde, foram realizadas outras duas palestras e um painel com diversos escritores e gestores da área da cultura. Antes do encerramento, foi lançado a 4ª Antologia Letras da Confraria.

O escritor e coordenador e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Alcides Buss, comemorou a criação do encontro. “Faltava uma oportunidade para os escritores se encontrarem e discutirem como está a literatura”, destacou Buss. Mas o escritor salientou a importância de dar uma continuidade para a iniciativa. “Muitas coisas aqui começam, mas voltam à estaca zero, o encontro é uma retomada, algo novo”, pontua. Para ele, os escritores precisam estar organizados para que, juntos, possam cobrar políticas pública por parte dos governos.

No mesmo sentido, Gilberto elogiou o trabalho da confraria, principalmente em um momento em que “muitos querem massacrar a poesia”. O poeta dá um conselho: “o grupo não pode ficar só para dentro, tem que ir para fora, expandir, se ligando à cultura de Santa Catarina e do Brasil”.

Segunda edição já é lançada

O sucesso de público agradou tanto os organizadores, que o segundo encontro já está previsto para novembro do ano que vem, ainda sem data, mas pensado para dois dias, com palestra em e oficinas em outro. O anúncio foi feito no sábado. “Queremos que a literatura seja contínua e não estanque”, diz o presidente da Associação Confraria das Letras, David Gonçalves, entusiasmado com a primeira experiência do encontro. “Foi muito difícil reunir esses escritores, porque eles estão muito escondidos”, brincou Gonçalves.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade