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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Restaurante no Saguaçu serve prato da culinária tropeira

Entreveiro é o grande atrativo do cardápio da choperia Disco de Arado

Redação ND
Joinville
Joyce R. Giotti/ND
Panelas. Carlos Henrique Schossland comanda a cozinha

 

Comida típica da serra catarinense e um dos principais pratos da culinária tropeira, o entreveiro une os sabores de carnes variadas e do pinhão. Apreciado principalmente na região de Lages, em especial durante a Festa do Pinhão, o prato é o grande atrativo do cardápio da choperia Disco de Arado, no Saguaçu.

O preparo das carnes e do tempero é de responsabilidade do proprietário Carlos Henrique Schossland. Antes de inaugurar a Disco de Arado, Carlos era apontado pelos amigos de Stammtisch como um churrasqueiro de mão cheia – os elogios serviram de incentivo para ele resolver montar o próprio negócio. “Sempre gostei de cozinhar, mas para abrir um restaurante eu precisava me especializar. Daí fiz um curso de gastronomia no Senac”, lembra.

O primeiro teste veio no período em que trabalhou na cozinha do Piazza Itália. Era o que bastava que bastava para Carlos tomar gosto pela coisa: em pouco tempo, começou a trabalhar na montagem da choperia. “Esse tempo que trabalhei lá foi importante para aprender como é a rotina de um restaurante na prática. É diferente, porque você tem a responsabilidade de servir o cliente”, explica.

Foi preciso um ano de trabalho intenso antes de inauguração da Disco de Arado. Além da montagem de toda a estrutura, Carlos buscou a inovação no cardápio e “importou” um de seus pratos preferidos do Stammtisch, o entreveiro. “O pessoal gostava bastante porque é um prato completo, ideal para comer acompanhado de um chope”, lembra. A forma de servir o entreveiro é outra inovação – as carnes e o pinhão vêm no próprio disco em que são feitas.

O próprio Carlos é responsável pelo preparo. Primeiro, o bacon é frito no disco, que depois recebe os pedaços de peito de frango, mignon suíno e alcatra, todos bastante temperados com sal e pimenta. Na sequência vem a calabresa e o pinhão já cozido. Por fim, a cebola, o pimentão é o molho shoyu dão o toque final ao sabor. Os acompanhamentos no disco variam entre batata frita, aipim, nhoque, polenta e legumes a vapor, de acordo com o pedido do cliente, além de arroz, farofa e molho.

Em média, cada porção rende 700 gramas de carne e serve quatro pessoas. “É um prato de bastante sustância, então é uma refeição para toda uma família”, salienta Carlos. A choperia ainda serve outras carnes individualmente no disco, como picanha, mignon, alcatra, sassami, mignon suíno, calabresa, coração de frango e carne de sol. 

Atendimento diferenciado

Carlos administra a choperia ao lado da esposa Rafaela de Oliveira, que tem no atendimento familiar seu outro atrativo. “Nem fizemos uma grande divulgação, foi tudo no boca a boca mesmo. Até porque estão aqui quase sempre os mesmos clientes, ou pessoas que vem porque receberam a indicação de alguém”, conta a proprietária.

Mas o casal sabe que o bom atendimento é um complemento essencial para quem aprecia os pratos da Disco de Arado. “Tem gente que vem aqui pelo menos uma vez a cada dez dias, porque gostaram da comida e sabem que esse tipo de carne no disco é servido só aqui na cidade”, aponta Carlos, que ao final de cada refeição faz questão de perguntar aos clientes se eles ficarem satisfeitos. “Só uma vez alguém disse que não gostou muito, mas também nem soube explicar porque”, brinca.

Desde o início do mês a Disco de Arado abre também aos domingos, para o almoço. “Os clientes pediram porque nossos pratos são pesados, daí muitos não gostam de jantar”. O atendimento à noite é de quarta a domingo.

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