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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Para entender a cultura afro-brasileira

Projeto chega a Joinville neste sábado, com oficinas sobre história, dança, canto e artesanato

Suelen Soares da Silva
Joinville

Começa neste sábado a segunda etapa do projeto Catumbi: difusão, identidades, paradigmas, com oficinas gratuitas realizadas a partir das 8h30, na Escola Municipal Amador Aguiar, zona sul de Joinville. Serão oferecidas oficinas sobre a história, a dança, o canto, o artesanato e a percussão que formam a importante manifestação afro-brasileira conhecida como Catumbi. As atividades serão realizadas aos sábados, em período integral, até o dia 28 de junho.

Interessados podem se inscrever na secretaria da Escola Municipal Amador Aguiar. Podem participar do projeto, crianças e adolescentes de ambos os sexos, entre oito e 19 anos. A expectativa é reunir cerca de 30 participantes. Ao final desta etapa, no dia 29 de junho, será realizado o Festival Catumbi Vive, com apresentação do grupo formado durante o projeto e do Catumbi de Itapocu.

As oficinas do ProjetoCatumbi  iniciaram no dia 3 de maio, em Itapocu (Araquari), berço desta tradição. Os participantes assistem a documentário sobre o Catumbi, conhecem a história da manifestação e aprendem os cantos e passos do grupo. Também recebem cartilha sobre a história do Catumbi e camiseta do projeto.

Mais três etapas irão ocorrer em Joinville. Além das oficinas, estão previstas a produção de documentário e exposição fotográfica. Catumbi: difusão, identidades, paradigmas foi o único projeto de Santa Catarina contemplado pelo Prêmio Funarte (Fundação Nacional das Artes) de Artes Negras e tem apoio das secretarias de Estado da Educação e de Educação de Joinville.

 

Gisela Müller/ARQUIVO/ND
Produção de peças de artesanatos é uma das orientações das oficinas

 

O Catumbi de Itapocu

O Catumbi de Itapocu é um grupo que canta e dança ao som de tambores em honra a Nossa Senhora do Rosário. A tradição, fundada por escravos, tem cerca de 150 anos e é mantida em Itapocu, distrito de Araquari. Essa manifestação surgiu num momento em que a Igreja Católica tentava se aproximar das populações consideradas "não civilizadas". Como os escravos não sabiam rezar e poucos tinham noção do catolicismo, o canto e a dança foram as alternativas encontradas. O Catumbi de Itapocu é um dos poucos do Brasil.

 

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