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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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O Natal na visão de um boi e um burro, espetáculo de teatro que será apresentado em Joinville

O Mistério de Belém, peça encenada pelo grupo Canto do Povo, entra em temporada de quinta e domingo, na Ajote

Alexandre Perger
Joinville

Uma história de Natal diferente, contada do ponto de vista de personagens secundários: o boi e o burro. Assim, cheia de poesia, e recomendado para todas as idades, é a peça “O Mistério de Belém”, encenada pelo grupo Canto do Povo, que estará em temporada no galpão de Teatro da Ajote (Associação Joinvilense de Teatro), nos dias 19 e 20, às 20h, e 21 e 22, às 17h e 20h.

O texto é de Maria Clara Machado e foi adaptado por Hélio Muniz, que também é o diretor do espetáculo. A história parte da expectativa de um boi e de um burro. Depois de avistarem a estrela de Belém, eles descobrem que Jesus nascerá exatamente no estábulo onde estão. “A história é muito bonita e poética e a diferença entre outras peças de Natal é que o mistério é contado do ponto de vista do boi e do burro, que se transformam nos protagonistas”, explica Muniz.

 

 

Divulgação/ND
Peça "O Mistério do Belém" é uma das pedidas para esta semana pré-Natal

 

A atriz Silvia Regina Russi Vieira interpreta Maria. Segundo ela, o público se emociona, pois o espetáculo toca o coração. “Queremos proporcionar à comunidade joinvilense momentos de reflexão, lazer, emoção e encontro”, diz Silvia. Para a atriz, fazer o papel de Maria se encaixa com seu propósito nas artes. “Tem tudo a ver com o que eu quero fazer no teatro: espalhar o bem ao mundo. É lindo ser portadora por alguns momentos de um mistério tão profundo”.

 A peça entrou no repertório do grupo por acaso. Muniz montou em 2011, depois que uma empresa de Jaraguá do Sul o procurou perguntando se ele não tinha uma peça que pudesse ser apresentada na festa de fim de ano. Como já conhecia o texto, fez uma adaptação. O resultado na empresa foi positivo e o Canto do Povo decidiu seguir com a peça, preparando uma remontagem para seguir em temporada a partir de 2012. O nome do texto original é "O boi e o burro no caminho de Belém", de 1953.

Fazendo teatro “na raça”

Sem patrocínio e verba de edital, o Canto do Povo vem apresentando “O Mistério de Belém” com recursos próprios. “É na vontade de fazer teatro mesmo. Somos assim: se tem verba, ótimo, se não tem, fazemos também”, conta Silvia. Diante desse cenário, o que move o grupo, segundo a atriz, é deixar o mundo um pouco melhor através da arte. Por isso, o dinheiro da bilheteria é importante para valorizar o grupo e ajudar a manter as atividades.

“Eu sempre digo que é um privilégio trabalhar com o Canto do Povo. É um grupo que topa todas as empreitadas sem colocar muito empecilho”, comenta Muniz. Para sintetizar o espírito do grupo, o diretor cita a frase da revolucionária Louise Michel, durante a Comuna de Paris de 1871: "as mulheres não se perguntavam se seria possível fazer alguma coisa, mas se era necessário. E se era necessário, elas faziam". É mais ou menos assim com o Canto do Povo, se for necessário, eles fazem, um grupo sem hierarquia. “Nos ajudamos sempre”, completa Silvia.

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