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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Joinville ganha novo espaço para o ensino das artes

Conservatório constrói prédio com estrutura apropriada, com destaque para a acústica

Alexandre Perger
Joinville
Divulgação/ND
Divulgação/ND
Nova sede, em obras, terá 1.400 metros quadrados, com cinco andares e 40 salas

 

Até o fim do ano, Joinville deve ganhar um novo espaço especialmente projetado para a formação em artes. Com 1.400 metros quadrados e cinco andares, a nova sede do Conservatório de Belas Artes vai trazer mais estrutura e conforto para os atuais mais de 500 alunos da escola que se dedica ao ensino de música e artes cênicas e visuais. A inauguração do prédio está prevista para o dia 8 de dezembro, durante o Festival de Belas Artes da escola.

Com custo de R$ 1,2 milhão, de recursos próprios e investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a nova sede terá uma sala de teatro, com o objetivo de suprir as demandas internas, pois, segundo o diretor da escola, Natalino Strapazzon, conseguir horários para as apresentações é um problema. O espaço ainda vai contar com um estúdio para atender projetos internos, de alunos, Mais para frente, deve disponibilizar para artistas da cidade e da região.

O projeto do novo prédio começou a ser pensado em 2008 e foi finalizado em 2012, segundo Natalino. Nesse período, a direção da escola conheceu outros conservatórios. “Viajamos pelo Brasil e não tem nada parecido, com essa acústica, para uma escola de artes”, garante o diretor. Com as novas instalações, a expectativa é de que o número de alunos dobre, chegando a cerca de 1.000.

A obra começou com uma empreiteira, mas passado um tempo, a direção resolveu dispensar a empresa e o próprio diretor resolveu assumir e tocar o projeto. Para isso, estudou, pesquisou, contratou dois mestres de obras e mais 14 funcionários. “Eu já tinha uma experiência e achei que poderia fazer”, conta Natalino, atento a todos os detalhes.

De olho no crescimento

Com a ampliação, Natalino acredita que o Conservatório de Belas Artes esteja quebrando um paradigma, comprovando que é possível viver de cultura em Joinville. “Hoje, temos uma estrutura e mais de 30 funcionários registrados”, destaca.

Essa tese também pode ser avaliada pelas carreiras bem-sucedidas de quem sai formado da escola. “Há uma tendência de que esses alunos saiam daqui e passem a trabalhar na área”, observa. “A área da cultura em Joinville tem um potencial para crescer ainda mais, principalmente em função da economia”, avalia. Para ele, a vinda de pessoas de outras cidades também deve contribuir.

 

 

Fabrício Porto/ND
Diretor do conservatório, Natalino decidiu ele próprio administrar e gerenciar a obra do conservatório, assessorado por profissionais qualificados

 

 

Há 20 anos, só tinha uma aluna

O Conservatório de Belas Artes tem uma história de 20 anos. Foi fundado em 1993, nos fundos da casa de Natalino e da mulher, a professora de piano Mirtes Strapazzon, que dava aulas para uma aluna.

Um ano depois, já eram 40 alunos. Mais um ano e o conservatório passou a ser escola, com 60 alunos. Foi então que Natalino resolveu assumir a direção administrativa, financeira e de marketing. Depois, mudaram para a rua Max Colin e, mais adiante, para o shopping Cidade das Flores. A escola se profissionalizou em 1998, com reforço na parte pedagógica. Com o crescimento, em 2005, foi adquirido um terreno na rua Albé, bairro Saguaçu. O objetivo era ficar o mais próximo possível do Centro da cidade. “Temos o espírito empreendedor, não conseguimos ficar parados”, comenta Natalino, já de olho em futuras ampliações.

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