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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Noite de abertura do Festival de Dança de Joinville conta com Deborah Colker

Aclamado pela crítica, espetáculo 'Tatyana' abre a 29º edição

Redação ND
Joinville
Rogerio da Silva/ND
Coreógrafa e bailarina volta ao festival depois de nove anos, em nova fase

A crítica considera “Tatyana” o espetáculo mais maduro da Cia. de Dança Deborah Colker. A coreógrafa e bailarina concorda, mesmo sem saber como definir exatamente essa dita “maturidade”: em sua montagem de “Evguêni Oniéguin”, Deborah pela primeira vez se aventura em contar uma história no palco. E escolheu logo nesta primeira experiência uma obra imortal como a do escritor russo Aleksandr Púchkin, publicada em 1832.

A árvore, elemento central do primeiro ato de “Tatyana”, já está montada no palco do Centreventos Cau Hansen para a noite de abertura do 29º Festival de Dança de Joinville. É o reencontro de Deborah Colker com o evento depois de nove anos, quando trouxe para cá o espetáculo “Quatro por Quatro” – antes, tinha participado do festival com “Rota”. Hiato que reafirmou o nome da coreógrafa mundialmente e lhe dá hoje um retorno com status de estrela.

Deborah chegou na terça-feira (19) a Joinville e logo tratou de derramar elogios sobre o Festival de Dança. “Além da credibilidade, o festival tem importância como forma de estímulo. Ele dá uma chacoalhada no mundo da dança”, avalia.

Sobre “Tatyana”, contou do desafio em adaptar uma obra de Púchkin, o grande nome da literatura russa, e como subverteu o escritor ao colocar o nome da protagonista feminina em sua montagem. “Minha vontade era de bater um fio para o Púchkin e perguntar porque ele não deu à obra o nome de Tatyana. É ela quem arrebenta”, brinca.
“Evguêni Oniéguin” já teve versões em ópera e no cinema, sem contar as adaptações para a dança. Deborah

Colker conheceu boa parte delas, e até por isso resolveu fazer algo diferente. No espetáculo de balé contemporâneo, “Tatyana” são apenas quatro personagens, interpretados cada um por diferentes bailarinos, além do próprio Púchkin contracenando com suas criações. “Cada um imprime sua personalidade e movimento. Isso enriquece e colore o espetáculo”, justifica.

Nos dois atos, de formas distintas, Deborah Colker mostra o virtuosismo de sua criação. O primeiro tem como cenário uma árvore estilizada de duas toneladas – os bailarinos passeiam pelos galhos. No segundo, as projeções se destacam. A música, sob responsabilidade do diretor Berna Ceppas, vai desde clássicos russos até Kraftwerk, o “pai” da música eletrônica. Para a coreógrafa, um emaranhado de formas e sentidos necessário à transposição de Púchkin. “Fui atrás dos cinco sentidos, de algo para mexer com as vísceras”, conclui.

SERVIÇO:

O quê: espetáculo “Tatyana”, da Cia. de Dança Deborah Colker.

Quando: hoje, às 20h

Onde: Centreventos Cau Hansen

Quanto: ingressos esgotados

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