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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Atores com deficiência auditiva realizam apresentação neste sábado em Joinville

Grupo Libração une teatro e música para promover inclusão social

Suelen Soares da Silva
Joinville

Pessoas com deficiência auditiva, música e encenação. Esse é o projeto Libração, que apresenta neste sábado a peça “No Ritmo”, às 20h, no Espaço Cultural Casa Iririú, em Joinville. A obra é composta por cenas criadas a partir das quatro oficinas de percussão com o grupo de maracatu Morro do Ouro, além das aulas de musicalização que os atores tiveram com os componentes da Dionisos Teatro.

Divulgação/ND
Apresentação da peça “No Ritmo”, do Grupo Libração será neste sábado, às 20h, no Espaço Cultural Casa Iririú

“No Ritmo” é uma mostra de que a arte tem espaço para todos, visto que os personagens interagem sem se utilizar da Libras (Língua Brasileira de Sinais), comunicando-se apenas com a música e a dramaticidade das cenas, que mostram competições do cotidiano com humor. Tem disputa de amor e de música, tem flerte e traição. O elenco do Grupo de Teatro Libração é formado por oito atores deficientes auditivos de várias idades e diferentes graus de perda auditiva.

O Grupo Libração iniciou em agosto de 2011 como um curso de teatro para pessoas surdas, com o objetivo de criar um ambiente descontraído em que os alunos pudessem experimentar teatro e se expressar por meio da arte. Em menos de seis meses o curso virou um grupo e os alunos se tornaram atores e atrizes. Os encontros para os ensaios ocorrem aos sábados, na sede da Dionisos Teatro.

De acordo com a diretora do grupo, Manoella Carolina Rego, este trabalho chega para desmistificar a questão de que pessoas com deficiência não podem fazer o que elas querem. “A deficiência não limita ninguém e este tipo de projeto os inclui através da arte”, ressalta. Manoella conta ainda que as dificuldades apareceram durante os encontros, mas são dificuldades que poderiam ser passadas por qualquer pessoa. “A atriz Tainá Ferreira encontrou dificuldade em decodificar os sons de tambores da caixa amplificada que ‘ouvia’ com o corpo”, relembra. Segundo a diretora, essa dificuldade se deu porque a atriz não tinha contato nenhum com música. “Mas no final deu tudo certo. Tainá aprendeu a sentir a música.”

Manoella explica que o deficiente auditivo necessita de estímulo para compreender os sons e as sensações, mesmo tendo uma percepção extra. “Os campos temporais do cérebro são ativados, mostrando que o estímulo pode levar a compreensão do ritmo cardíaco, respiratório e de outros estímulos sonoros.”

Serviço

O que: “No Ritmo” com o Grupo de Teatro Libração
Onde: Espaço Cultural Casa Iririú (rua Guaíra, 634 – Iririú)
Quando: sábado, às 20h
Quanto: entrada gratuita

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