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Liga das Escolas de Samba de Joinville busca recursos para viabilizar carnaval de rua em 2016

Corte de gastos anunciado pela Prefeitura obriga organizadores da festa a procurar outros patrocinadores

Suelen Soares da Silva
Joinville
Arquivo/Carlos Junior/ND
Carnaval de rua de Joinville está confirmado, porém a Lecaj precisa de recursos para o desfile

 

“Vai ter, só não sabemos ainda como vamos fazer.” É o que diz sobre o carnaval 2016 a presidente da Lecaj (Liga das Escolas de Samba de Joinville), Marta Pires. Ela afirma que  dentro de alguns dias as escolas de samba, irão definir como será o desfile do carnaval do próximo ano que começa no dia 5 de fevereiro.

Esta dúvida que paira sobre a liga carnavalesca foi causada pelo corte de gastos da Prefeitura, anunciado pelo prefeito Udo Döhler no dia 20 de novembro. Desde então, de acordo com Marta, a Lecaj tem tentando encontrar uma maneira para que os carnavalescos e o público não fiquem sem a folia de rua. “A gente entende que é difícil, devido à crise que não é exclusiva de Joinville. E entendemos também porque este corte não foi somente no carnaval, mas fica bem mais complicado de fazer”, ressalta.

Em Joinville, a festa de Momo sempre começa na sexta-feira, com o desfile dos blocos e termina no sábado com o desfile das escolas de samba. No carnaval deste ano, a Prefeitura liberou R$ 190 mil para o uso das escolas blocos, além de outros serviços como estrutura, palanque, publicidade, material gráfico, entre outros.

Neste ano também, pela primeira vez o Governo do Estado através da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esportes, investiu R$ 7, 3 milhões, destes R$ 210 mil vieram para Joinville. O que deve se repetir, de acordo com Marta, que explica que para 2016 dois projetos foram enviados para a secretaria justamente para cobrir os gastos com a estrutura e com as fantasias. “Nós mandamos os projetos para o Funcultural e também estamos buscando parceiros, patrocinadores, pois entendemos que este resgate que estamos fazendo do carnaval e não pode acabar”, destaca.

A escola Dragões do Samba emitiu uma nota, dizendo que em respeito a sua comunidade, a diretoria decidiu que irá realizar o desfile. De acordo com o presidente Evandro Censi, mais detalhes serão anunciados em breve, mas que é um momento muito difícil para a cultura do carnaval na cidade. “Nós vamos desfilar, mesmo que não seja competição. Porque para nós o importante é a alegria do carnaval”, afirma.

O presidente da escola União Tricolor, Rogério Machado, diz que a escola também  irá desfilar, mas o enredo e tudo que estava sendo preparado para o próximo ano, irá parar. “Nós já estamos com o samba enredo e o desenho das fantasias pronto. Mas se houver o desfile ele não será competitivo, então vamos com o enredo que apresentamos este ano”, afirma.

Suporte para o desfile

De acordo com o secretário de Comunicação,Marco Aurélio Braga, a prefeitura não vai repassar recursos para as escolas, mas dará algum suporte caso ocorra o desfile. Segundo ele, alguns serviços como a limpeza e material humano serão fornecidos através da Fundação Turística e Cultural, que irá auxiliar na organização. “Tem alguns serviços que já estão orçados, até porque é fim de ano e não temos tempo de licitar mais nada. O que conversamos com a Liga é da possibilidade de fazermos apenas uma noite de desfiles”, explica.

Braga afirma que a prefeitura irá economizar R$ 500 mil com este corte e lembra que muitas escolas, além de receber o recurso estadual, também possuem projetos inscritos no edital do Simdec (Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura). Algumas delas já tiveram alguns destes recursos aprovados no Mecenato.

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