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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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“Quero dar saltos ainda maiores”, avisa bailarina Carolina Machado

Integrante da Companhia Jovem do Bolshoi vai para Nova York, onde estreia "O Quebra-Nozes" em setembro

Suelen Soares da Silva
Joinville

A bailarina Caroline Machado está de viagem marcada para os Estados Unidos. A jovem será a primeira bailarina brasileira a integrar a companhia profissional da “Gelsey Kirkland Academiy of Classical Ballet” em Nova York. Em março Caroline participou pela primeira vez de audições fora do país e conta que o retorno com o resultado da audição, partiu da diretora do grupo, a bailarina renomada Gelsey Kirkland.

 

Divulgação/ND
Aos 20 anos e metade deles vividos no palco, Carol sabe que a sua ascenção está só começando

 

Quando que a menina do interior do Piauí, iria imaginar que faria parte de uma companhia mundialmente conhecida? Ou que após anos de estudos, adaptações, saudade de casa, seria convidada a mostrar seu talento fora do país?

A resposta é nunca. Isso não foi pensado por Caroline quando ela tinha apenas 11 anos e assistiu a uma apresentação do Bolshoi em Teresina. Somente passou a acreditar e sonhar quando em 2004 ela foi uma das escolhidas entre as 40 mil pessoas que participaram na grande seleção que houve do Bolshoi que houve nessa época.

Caroline está com 20 anos, formou-se na escola Bolshoin em 2011 e desde 2013 faz parte da Companhia Jovem do Bolshoi. A jovem tem participações em diversos espetáculos no Brasil e exterior como os balés “Don Quixote”, “O Lago dos Cisnes”, “Chopiniana”, “Raymonda” e “Danças Polovitzianas”, da Ópera O Príncipe Igor.

Nos anos de trajetória entre Teresina e Joinville, Caroline acumulou saudade de casa, amizade e uma história de superação. A dançarina morou em uma casa social por oito anos e diz não ter sido fácil ficar longe de casa. “Quando eu vim, era muito imatura, então sentia muita falta de casa”, explica.

Hoje a quase dez anos fora de sua cidade natal, Carol, como é chamada pelos amigos, diz estar contente com os anos vividos em Joinville. “Não me arrependo de nada, tudo isso, mudou a minha vida”, enfatiza.

Mas assim, como Carol deixou há anos, familiares e amigos no Piauí, também vai despedir-se mais uma vez, em busca de uma realização. E garante que vai levar do Bolshoi, momentos maravilhosos e bem-vividos, de amizade e aprendizado, “vou sentir muita falta”, desabafa.

O objetivo da escola de Kirkland é formar os seus alunos, visando um desenvolvimento cultural, dentro das habilidades técnicas de cada um. Todos guiados por metodologias científicas comprovadas. Caroline passará por esse treinamento, nos próximos meses e fará a sua estréia em setembro, no espetáculo com o balé “O Quebra Nozes”.

A oportunidade de dançar e estudar em uma companhia de dança reconhecida internacionalmente é vista pela artista como uma forma de conquistar novas experiências e crescimento profissional em um futuro próximo “eu quero dar saltos ainda maiores na minha carreira”, conclui a mais nova bailarina internacional, formada pela escola Bolshoi.

 

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