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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Jovens empreendedoras do setor de moda criam suas próprias marcas em Joinville

Carolina Luz e Ana Minácio trabalham em casa e comercializam suas criações via internet

Suelen Soares da Silva
Joinville
Luciano Moraes/ND
A estilista Ana Minácio aposta as suas fichas na marca própria de roupas femininas

 

O que é moda? A jornalista e crítica de moda Lilian Pacce, em sua passagem por Joinville em março deste ano, deixou claro que moda é a forma como as pessoas usam ou não as roupas, acessórios e sapatos. Para dar uma mãozinha nesta escolha, tem uma galera que “faz a moda” na cidade e que trabalha desde a criação de seus projetos até a costura das peças.

Além disso, algumas instituições de ensino oferecem cursos de graduação e técnicos para quem estiver a fim de aprender tudo sobre criar, planejar e gerenciar projetos de moda ou para quem simplesmente deseja saber um pouco mais, por exemplo, sobre a arte da costura.

 

Luciano Moraes/ND
Experiência. Professora e proprietária da Stúdio de Moda Cláudia Alchini recebe alunas de todos os perfis

 

Proprietária da Studio de Moda, a professora Cláudia Alchini, 40, leciona cursos ligados à moda, há 20 anos. Desde 2007, quando inaugurou a sua própria escola, ela recebe pessoas de perfis variados em busca dos cursos.

Atualmente com 100 alunos e um quadro com cinco professores, Cláudia explica que as aulas ocorrem à tarde e à noite em cursos livres de Desenho de Moda, Modelagem, Computação Gráfica para Moda e Costura, esse último um dos mais procurados. “É difícil traçar um perfil, porque têm alunos da graduação, pessoas que realmente querem se profissionalizar e também as donas de casa, que querem aprender a modelagem, a costura...”, explica.

A jovem Ana Minácio, 23, é paranaense e veio para Joinville há quatro anos para fazer faculdade de Design de Moda na Univille. Ela conta que, quando era criança, a convivência em meio aos tecidos da loja de confecção dos pais, despertou ainda mais o seu interesse pela moda.

A marca que leva o seu nome é direcionada às mulheres e foi criada após a formatura no ano passado. Desde então, tem sido o empreendimento da vida de Ana. O apartamento se transformou em seu ateliê, com moldes, cabides cheios de saias, vestidos, shortinhos e na sala, máquinas de costura, tesouras, linhas e agulhas. “Eu faço desde o molde até a costura. Só não costuro quando é algo muito complicado, por que eu também faço vestidos de festa. Mas poucas peças são iguais”, garante.

A estilista ainda está começando, descobrindo aos poucos o que dá certo neste campo, explorando os tecidos, mas tudo de acordo com o seu estilo, que já é bem definido. “Gosto dessa moda mais despojada, mas que desperta a feminilidade. E também de fugir do óbvio”, afirma.

E com essa personalidade, Ana dita a moda em sua página no Facebook, onde recebe as encomendas e também divulga o seu trabalho. Além disso, quem quiser também pode ir até a casa dela e espiar o que tem por lá.

 

Liberdade para criar

 

A estilista Carolina Luz, 32 anos, é professora de desenho de moda e modelagem no curso de moda do Centro Europeu e atualmente trabalha com a marca própria, que veste crianças de 0 a 6 anos a Baby Chubby.

Carolina conta que a afinidade com a moda também surgiu na infância, criando suas próprias roupas. Com o tempo, a brincadeira de criança foi ficando séria e Carolina buscou especialização na área. Fez curso técnico em Estilismo e Confecção Industrial no Senai e depois se formou bacharel em moda pela Católica de Santa Catarina, ambos os cursos na vizinha Jaraguá do Sul.

 

Rodrigo Arsego/Divulgação/ND
Do industrial ao artesanal. Carolina Luz utiliza a sua experiência de 10 anos em grandes empresas de confecções na sua loja Baby Chubby

 

Estas formações conduziram a jovem estilista para a indústria de confecção, onde ela trabalhou por dez anos, até Carolina cansar e perceber que a indústria e a produção em larga escala limitavam a sua criatividade. “Eu cansei, queria criar outras coisas. Então comecei a fazer coisas paralelas, mas de forma mais artesanal”, relembra.

Em 2010, fugindo das tradicionais roupas rosa e azul para as crianças, surgiu a Baby Chubby. A estilista passou de três mil peças industrializadas a poucas peças artesanais e personalizadas, como ela mesma se refere às roupas. São peças divertidas e cheias de atitude, que caíram no gosto das mamães e deram outra cara à moda infantil. 

Na empresa, Carolina conta com a parceria da mãe, Jane Câmara, que auxilia na criação e na escolha de tecidos. A costura e estamparia das roupas são terceirizadas. A marca não possui loja física e as vendas são feitas pela internet e em feiras. Carolina, que acreditava não ter afinidade alguma com números e finanças, virou empresária. “Cada dia a gente vende mais e antes eu só administrava as roupas, mas está chegando a um ponto que eu terei que me especializar”, brinca.

Carolina Luz e Ana Minácio participarão do (IN) Consciente Coletivo, que ocorrerá de 11 a 12 de julho, na Casa da Cultura em Joinville.

 

Serviço

 

Baby Chubby

https://www.facebook.com/babychubbyclothes?fref=ts

http://www.babychubby.com.br/

Ana Minácio

https://www.facebook.com/anaminacioatelier?fref=ts

Stúdio de Moda – Cursos livres ligados a indústria da moda. Informações: 47/ 3025-5818

Univille – Graduação em design de Moda. Informações: 47/ 3461-9000

Senai – Técnico em Produção de Moda. Informações: 47/ 3441-7700

Centro Europeu – Design de Moda e Estilismo. Informações: 47/ 3029 4344

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