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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Imortais reativam a Academia Joinvilense de Letras

Entidade dará início às atividades com os membros remanescentes

Alexandre Perger
Joinville

Reunidos em uma assembleia geral extraordinária na segunda (14), seis dos 11 imortais remanescentes decidiram pela reativação da AJL (Academia Joinvilense de Letras). No evento, foi eleita uma diretoria provisória, que vai tocar a entidade até que ela se restabeleça. Como presidente, foi escolhido o advogado e escritor Carlos Adauto Vieira. Como secretário, ficou o advogado e pesquisador Paulo Stricker da Silva, responsável pelas pesquisas e pela iniciativa de reativar a academia. A intenção de reativar a AJL foi alvo de reportagem publicada com exclusividade na edição do dia 27 de setembro último, no Notícias do Dia de Joinville

 

Fabrício Porto/ND
Fabrício Porto/ND
Paulo Stricker da Silva foi um dos entusiastas da reativação da academia

 

Com a ata de reativação em mãos, o próximo passo do grupo remanescente será regularizar a entidade. O estatuto, criado em 1971 e assinado por 14 de seus membros, nunca foi registrado em cartório e oficializado. Como a antiga ata não foi encontrada, uma nova precisou ser redigida e já serviu para registrar a reativação da academia.

O presidente, que ajudou a fundar a AJL, adianta que a academia pretende movimentar o cenário da literatura de Joinville, assim como é feito em São Francisco do Sul, pela Associação de Letras e Artes de São Francisco do Sul. “Queremos fazer debates, lançar livros, trazer ideias iguais e até melhores”, diz Vieira, que é vice-presidente da academia francisquense. Esse, segundo o imortal, seria um importante empurrão para os escritores joinvilenses, pois poderá dar mais suporte e repercussão.

O passo seguinte será a definição de uma sede, pois será necessário abrigar e preservar todo o acervo de livros que a entidade reuniu em seus anos de vida. “Precisamos de um lugar para a biblioteca e também para fazer nossas reuniões”, diz Silva. Há um lugar sendo pensado, mas ainda é guardado a sete chaves.

A academia reinicia com nove membros, já que dois possíveis remanescentes não foram encontrados. Quando foi fundada, AJL tinha como meta atingir o número de 50 membros-fundadores. Como em 1980, eram 39, é necessário preencher as 11 cadeiras que sobraram, para somar aos outros 11, chegando a 22 membros. Somente após isso, é que a entidade irá realizar eleições para escolher novos imortais, para ocupar as outras 28 vagas.

Para Silva, essa não será uma tarefa complicada. “Antes a cidade tinha 90 mil habitantes e conseguiu formar uma academia, agora tem 500 mil, temos escritores para isso”, diz. Ele acredita que a Academia poderá ter um papel importante na cidade, principalmente por ter o papel de valorizar o autor local. “Temos que valorizar, porque é difícil se manter em Joinville”, afirma.

Retomada de uma tradição incipiente

O último registro de atividade da entidade que se tem notícia é de 1980, quando o então presidente Adolfo Bernardo Schneider enviou uma carta ao prefeito de Joinville, Luiz Henrique da Silveira. Desde então, não se soube de mais nenhuma movimentação da Academia Joinvilense de Letras. As duas primeiras reuniões de preparação para a fundação foram realizadas poucos dias antes, na antiga Câmara de Vereadores.

 

 

Divulgação/ND
Divulgação/ND
Seis dos antigos membros estiveram na assembleia extraordinária

 

 

A AJL foi fundada no dia 15 de novembro de 1969, por 14 escritores. O estatuto foi feito em 1971 e um ano depois mais 25 membros foram inseridos seleto grupo dos imortais joinvilenses. A abrangência não se restringia apenas a Joinville, mas toda praticamente toda a região Norte do Estado. Criada como sociedade sem fins lucrativos, a AJL se manteve com doações e verba dos próprios sócios.

A academia interrompeu as atividades por problemas internos e também porque ficou “acéfala” quando Adolfo Bernardo Schneider morreu. Como não havia a figura do vice-presidente, ninguém assumiu e assim a AJL adormeceu.

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