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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Grávida de oito meses, atriz apresenta espetáculo em que questiona o surgimento de uma mãe

Clarice Steil Siewert se apresenta na sexta, no sábado e no domingo no projeto 4 X Dionisos, no Galpão de Teatro da Ajote

Rosana Ritta
Joinville

Grávida de oito meses, a atriz Clarice Steil Siewert assume o palco do Galpão de Teatro Ajote (Associação Joinvilense de Teatro) nesta sexta, sábado e domingo (dias 17, 18 e 19), onde exibe o espetáculo-solo “Mãe-Criada”, montado dentro do projeto “4 X Dionisos”, em que cada ator do grupo fará sua estreia com um espetáculo solo. E o primeiro da série será a peça de Clarice.

Nesse trabalho, a atriz mergulhou no tema da maternidade, falando sobre sua experiência pessoal de se tornar mãe pela primeira vez. A Dionisos é um dos grupos mais atuantes do Estado, e neste ano está completando 19 anos de estrada.

Com classificação indicativa de 12 anos, a peça tenta compreender como se dá a gestação e o nascimento de uma mãe, através de uma conversa cênica em que a atriz/mãe expõe os conflitos do surgimento de uma mãe criada, talvez mal-criada, talvez ainda por ser inventada. A linha do trabalho segue o trajeto da barriga ao bebê e investiga o que sobra da mulher por trás dessa tarefa que lhe é atribuída pela humanidade.

 

Divulgação/Fabrício Porto/ND
Enquanto aguarda a chegada do primeiro filho, Clarice Steil Siewert reflete sobre a gravidez e o surgimento de uma mãe

 

 

Um desafio individual resultou no espetáculo

Em “4XDionisos”, cada integrante da companhia foi desafiado a montar um trabalho para ficar sozinho em cena. Culminando com a gravidez de seu primeiro filho, a atriz Clarice Steil Siewert encarou o desafio de trazer para a cena os conflitos e as contradições do tornar-se mãe.

De acordo com a linha do projeto em trabalhar com memórias, a atriz entrevistou diversas mães para recolher material sobre o processo de gravidez, puerpério e criação de filhos. As experiências individuais dessas entrevistadas serviram de alimento para a criação das cenas, que têm como interlocutor a plateia, assim como a experiência individual da atriz. Inspirada nas artes performáticas, em que seus praticantes baseiam seu trabalho “em seus próprios corpos, suas próprias autobiografias, suas próprias experiências, numa cultura ou num mundo que se fizeram performativos pela consciência que tiveram de si e pelo processo de se exibirem para uma audiência”.

 No contato com as discussões atuais acerca do parto humanizado, do protagonismo da mulher, da presença/ausência masculina na criação dos filhos e das condições sociais para o exercício da maternidade na contemporaneidade, o espetáculo questiona ideias vigentes acerca do ser mãe e do tratamento dispensado a elas por instituições médicas e sociais.

 

Projeto “4 X Dionisos” dá sequência

ao trabalho de pesquisa da companhia

“4 X Dionisos” é resultado do projeto “Memórias Re-partidas: quatro solos da Dionisos Teatro” que foi contemplado no Mecenato Municipal com o patrocínio do Município e Fundação Cultural de Joinville através do SIMDEC, em 2015. Trata-se da montagem de quatro solos (um com cada integrante do grupo) que pretende dar continuidade ao trabalho de pesquisa com teatro e memória desenvolvido há alguns anos pela companhia. Ele visa um mergulho no universo humano na busca de memórias-retalhos, memórias-fragmentos, memórias-espanto, memórias-solidão, memórias-encontro, desencontros... saudades... medos e des-esperanças.

A trajetória da Dionisos, desde 2004, quando montou “Histórias de São Chico”, e mais efetivamente em 2006, quando montou “Entardecer”, passando por “Migrantes” e pelo “Teatro Playback”, vem se debruçando no tema das memórias coletivas ou individuais na construção de seu repertório de cena.

Uma das características da companhia sempre foi de um trabalho centrado na construção coletiva em que cada ator ou atriz busca apoios e ressonâncias no trabalho dos companheiros de cena. Com este projeto, cada membro do elenco precisou sair um pouco do conforto destes apoios e desenvolver uma pesquisa para a montagem de um solo, com linguagem e metodologia próprias. No entanto, apesar de total liberdade para escolher o tema, princípios estéticos ou de linguagem, cada artista precisou escolher um recorte de memória a ser trabalhado. Também pôde contar com o apoio dos outros integrantes do elenco para auxílio ou criação de textos, trilha sonora e outros elementos cênicos. A direção geral contribuiu com orientações, provocações e apoio de pesquisa conforme a necessidade do artista criador.

 

Ficha Técnica:

Dramaturgia e Atuação: Clarice Steil Siewert

Direção: Silvestre Ferreira

Produção Executiva: Dionisos Teatro

Iluminação: Flavio Andrade

Operação Técnica: Vinícius Ferreira

Produção Musical: Vinícius Ferreira

Canção: Andréia Malena Rocha

Figurino e cenário: o Grupo

Fotografia: Fabrício Porto

Assistente de Ensaio: Miguel Ferreira

Projeto Gráfico: Ismael Ramos

 

Mais informações: www.dionisosteatro.com.br

 

Serviço:

O quê: espetáculo “Mãe-Criada”
Quando: dias 17, 18 e 19 de junho, às 20h
Onde: Galpão de Teatro da Ajote (rua 15 de Novembro, 1.383)
Quanto: Ingressos: R$ 30,00 (estudantes, idosos e professores pagam meia entrada) *

* Ingressos antecipados pelo site www.enjoyevents.com.br ou no Capitão Space (todos os dias da semana a partir das 18h). Vendas no local do Evento:  uma hora antes do espetáculo.

 

* Com informações da assessoria de imprensa

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