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Fonte Natural: conheça o blend de ritmos que conquistou Floripa

Com parcerias de Black Alien, Afrika Bambaataa, Iriê e Dazaranha, grupo adiciona novos ritmos à música catarinense

Fabio Bispo
Florianópolis
18/06/2017 às 23H33

A mistura do rap com o reggae e o ragga já se revelou em diversas faces e sons... Em Florianópolis, o blend de ritmos atende por Fonte Natural. Kalango, Andrezim e Smokie Lion buscaram nos mais belos locais da cidade a mistura que forma “Bons Frutos”, segundo disco da carreira do grupo e que eles consideram ser a síntese mais próxima do momento atual da banda. Na bagagem o grupo traz nada menos que a experiência de ter gravado com figuras como Afrika Bambaataa, Thaíde, Black Alien, Dazaranha, entre outros.

“Bons Frutos” é a mistura de letras positivas, compostas por Kalango e André, sob a base ritmada com beats possantes de Smokie. Para eles, o disco tenta traduzir a “vibe positiva” que Floripa inspira.

A banda quer traduzir a positividade de Florianópolis - Divulgação/ND
A banda quer traduzir a positividade de Florianópolis - Divulgação/ND



O disco foi finalizado no estúdio de Dub Mastor (Cidade Verde Sounds), onde em quatro dias gravaram e mixaram 15 faixas. “Estava bem ensaiado. Foi quase tudo de primeira”, conta Kalango.

O resultado são rimas contundentes e envolventes, carregadas com uma pitada de reggae anos 1990 e o que existe de mais atual em timbragens. “Tem muita coisa do reggae tradicional e do reggae inglês, que já traz uma coisa de eletrônico. Eu tive um contato muito forte com o um reggae verdadeiramente ortodoxo e isso também ajuda a buscar um o que chamam de um sound design próprio, original”, conta Smokie.

O novo trabalho vem sendo apresentado em shows desde o final de 2016 e já passou por alguns palcos estratégicos no cenário local e nacional: Virada da Joaca; no Mentawai, em Bombinhas, onde abriram para D2; BeatLoko, primeiro bloco de rap do carnaval paulista de 2017; e ao lado dos Racionais, no palco do Stage Music Park, onde se apresentaram em 24 de março deste ano.

“Nós buscamos um som com originalidade, mas baseado no amor, que no fim das contas é base de todas as religiões. Essa é nossa fórmula”, conta Andrezim.

Boa vibe e novos ângulos da cidade

Cercada por lendas e uma energia rara, a praia da Joaquina brinda os fãs de Fonte Natural com uma sequência de cenas por ângulos jamais capturados no clipe de “Mente Sossegada”. Com versos que nos lembram de que a vida é curta de mais para se perder um pôr-do-sol a qualquer preço, sob a direção de Thiago Guedert, o vídeo revela a essência do novo trabalho do grupo, reforçando ideias como paz, luz, saúde e amor.

“Foi grande trabalho feito pelo Thiago Guedert. As cenas feitas com drone e a montagem mostram bem o que buscamos ao compor a música”, lembra Smokie.

O vídeo já bateu 220 mil visualizações na fanpage do grupo e está na programação das rádios da cidade.

“Pra nós é sempre bom saber que ainda existe espaço para as bandas locais, mesmo que isso ainda seja muito difícil. Ficamos muito orgulhosos de ver nosso som tocando na rádio”, diz Kalango.

Ralação em busca do reconhecimento

E a estrada até aqui não foi tão curta como se pode imaginar. Para conquistar o respeito do cenário musical e alcançar o ponto exato que diferencia Fonte Natural de outros sons foram vários rolês. “Uma vez, quando estávamos no Rio de Janeiro, Mateus Pinguim disse que o Fonte Natural era um diamante a ser lapidado. E eu sabia disso”, relembra Andrezim.

Formado em 2011, o grupo atravessou diferentes fases. Parte das experimentações da banda está no primeiro disco, “Vários Sangues Bons”, de 2014.

“Na época, a gente ganhou a oportunidade de gravar com Afrika Bambaataa quando a Zulu Nation e ele vieram fazer show no Rock in Rio, e foi demais, aprendemos muito. Foi um disco diferente do que temos hoje, a pegada era essa de gravar com vários sangues bons”, conta Kalango.

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