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Exposição sobre o Contestado chega ao museu do CIC, em Florianópolis

Exibida há pouco no Rio, mostra retrata a data sob a ótica de artista que faria 90 anos em 2016

Karin Barros
Florianópolis
19/12/2016 às 14H13
Painel Hassis - Marcio Henrique Martins/Divulgação/ND
Painel de Hassis está sob cuidados do município de Caçador - Marcio Henrique Martins/Divulgação/ND



Como parte do projeto Verão Cultural CIC’17, em Florianópolis, estão abertas simultaneamente duas exposições de destaque: “Guerra do Contestado - Arte e História”, de Hassis, na Sala Harry Laus, e obras de cinco artistas no 4º Ciclo de Exposições do Museu, no Masc (Museu de Arte de Santa Catarina). 

objetivo da FCC (Fundação Catarinense de Cultura) é proporcionar uma programação cultural aliada ao turismo em Florianópolis durante a alta temporada. Na mostra relacionada ao artista paranaense Hassis, que viveu parte de sua vida em Florianópolis, há 78 desenhos sobre a visão do artista à Guerra do Contestado, que devastou parte de Santa Catarina e do Estado do Paraná. 

A mostra foi exposta no Museu Histórico do Rio de Janeiro durante os últimos três meses, em parceria com Fundação Hassis e o Museu do Contestado, e chega à Capital. “O Hassis não é conhecido no Rio, levar ele para lá foi incrível. Fizemos ainda palestras para as pessoas entenderem melhor sobre o artista. Nos relatórios que recebemos, a mostra teve boa repercussão, com visitação de estrangeiros e escolas com projetos educacionais. Vimos novos horizontes para levar Hassis”, ressalta o curador Denílson Antônio, que também é coordenador do setor educativo da fundação. 

 “Guerra do Contestado - Arte e História” apresenta uma das séries mais importantes do artista Hassis, que em 2016 completaria 90 anos de idade. O destaque fica por conta do painel “O Contestado – Terra Contestada”, finalizado em 1985, dividido em sete módulos com um total de 12,6 metros de largura por 2,75 metros de altura de pintura em acrílico, que está sob guarda do museu de Caçador. Ele conta em fases a história da guerra, os conflitos, a fé religiosa, os mercenários, as grandes empresas, o trem de ferro, que é o mais importante registro pictórico sobre o episódio que devastou o vale e matou cerca de 20 mil pessoas. A obra está retornando ao museu do CIC depois de 30 anos. Em 2016, completam-se 100 anos do fim da guerra. 

Compõe a exposição, ainda, um documentário produzido pela FCC e um vídeo que mostra o artista, sua relação e sua produção em torno do tema. Denílson Antônio tem a pretensão de levar o projeto ainda para outros locais, como o Mon (Museu Oscar Nyemayer) (PR), Porto Alegre e São Paulo. “É difícil o artista ser valorizado na cidade onde viveu, mas mais ainda é levá-lo para fora. Isso é uma conquista de poucos”, diz o curador. 

Da aquarela a objetos do cotidiano

Karina Zen - Divulgação/ND
Obra de Karina Zen no Masc - Divulgação/ND


O 4º Ciclo de Exposições do Masc escolheu as cinco artistas por meio de edital, são elas: Flávia Duzzo, com “Desenhos”, Karina Zen, com “The Final Cut”, Sonia Beltrame, com “Linha 3”, Neide Pelaez de Campos, com a mostra “Tempo”, e a exposição “Híbrido”, de Roberta Tassinari. 

Flavia apresenta 19 desenhos produzidos entre 2013 e 2016. Os primeiros, feitos com lápis grafite de diferentes espessuras, configuram-se pela inscrição de pequenos signos de maneira justaposta sobre papel. Na série mais recente, Desenhos Vulneráveis, alguns trabalhos são feitos com caneta esferográfica preta e outros com bastão de grafite. 

Em “The Final Cut”, da artista paulista Karina Zen, ela se apropria de objetos do cotidiano produzidos em massa, tais como vassouras, ventiladores, roupas, pneus de caminhão estourados, anzóis e facas. Já Sonia Beltrame traz tecidos de linho branco com bordados em linha preta. Eles se mantêm amassados como forma de contar a história do material até chegar ao local da exposição. Na mostra de Neide Campos, “Tempo”, a artista usa a aquarela de uma forma diferenciada, com pinceladas finas, algo incomum à técnica, com predominância do fundo branco. Roberta Tassinari finaliza com “Híbrido”, uma investigação de materiais que possuem uma potência plástica e podem ser utilizados na elaboração de trabalhos que apresentam, entre outros aspectos, um raciocínio de pintura. Nesta exposição, com 45 obras, usa principalmente tinta acrílica, tinta polivinílica, borracha de silicone, parafina e encáustica (uma mistura de cera de abelha com pigmento) sobre cimento e sobre gesso. 

Serviço 

O quê: “4º Ciclo do Edital do Masc”
Onde: espaço expositivo do Museu de Arte de Santa Catarina, av. Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis
Quando: até 5 de fevereiro, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Quanto: gratuito

O quê: “Guerra do Contestado - Arte e História”
Onde: Sala Harry Laus, av. Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis
Quando: até 5 de fevereiro, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Quanto: gratuito

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