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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Abertura do 33º Festival de Dança de Joinville leva milhares de pessoas ao Centreventos

Mais de 100 bailarinos do Bolshoi se apresentaram na peça “O Quebra-Nozes”

Marciano Diogo
Joinville
CARLOS JUNIOR/ND

 

A delicadeza dos movimentos unida a técnica e a rigidez da dança clássica. Cerca de 4.300 pessoas puderam apreciar a interessante mistura da arte no espetáculo de abertura da 33a edição do Festival de Dança de Joinville, “O Quebra-Nozes”. Com a dedicação de mais de 100 bailarinos envolvidos no espetáculo, a peça arrancou suspiros de um público entusiasta da arte da dança. Entre o público, estavam o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e o prefeito de Joinville, Udo Döhler, que também assistiram a apresentação que durou cerca de duas horas e aconteceu no Centreventos Cau Hansen. “O festival é um evento que engrandece a arte da dança e também a arte da convivência. É um evento que nos relembra o valor da convivência, harmonia e paz”, afirma Colombo, que participou da cerimônia de abertura do maior festival de dança do Brasil.

Esta foi a primeira vez que a Escola do Bolshoi no Brasil, que recentemente completou 15 anos de existência, abriu o Festival de Dança de Joinville. A peça “O Quebra Nozes”, reconhecida por ser um clássico mundial, conta a história da menina Marie, que em uma típica festa natalina, em uma pequena cidade alemã, ganha um boneco em formato de soldado que mais parece um quebra-nozes. Com a companhia do boneco, que acaba ganhando vida, a menina Marie passa por aventuras repletas, é claro, de muita dança.

A montagem do espetáculo apresentado na abertura do festival também contou com a produção do mestre russo Vladimir Vasiliev e com a música original de Tchakovsky. A versão da Escola do Bolshoi utilizou a técnica da projeção mapeada para dar vida ao cenário desenhado por Vasiliev, o que deu o diferencial à peça e surpreendeu o público. “Foi emocionante e cativante. O jovem precisa ser estimulado para se aproximar das artes, e nessa apresentação pudemos apreciar no que essa aproximação pode resultar. Um verdadeiro espetáculo”, opina a jornalista Silvia Reali, 66, que veio de São Paulo somente para apreciar o espetáculo de abertura.

Entre os bailarinos que se apresentaram no espetáculo estava a jovem florianopolitana Camila Cristna de Abreu, 19, que é integrante da escola há oito anos. “É um grande momento para escola, foi maravilhoso. Desde o fim do ano passado estamos ensaiando este espetáculo. Mas não faltou persistência e perseverança”, brinca a jovem bailarina que interpretou dois diferentes personagens no espetáculo.

 

Onipresença política

 

A cerimônia de abertura do 33o Festival de Dança de Joinville também fez uma homenagem póstuma ao político Luiz Henrique da Silveira, morto em 10 de maio deste ano. O evento contou com a presença da viúva e dos filhos do ex-senador, que foi o responsável por firmar o contrato para instalação da Escola Bolshoi em Joinville e também o idealizador da construção do Centreventos Cau Hansen. “Luiz é o pai deste evento, que vem a ser o maior, melhor e mais aplaudido festival de dança do mundo. Ele que possibilitou o acontecimento deste festival”, observa Udo Dohler, prefeito de Joinville.

Com a exibição de um vídeo que compilou os discursos de Luiz Henrique da Silveira em edições passadas do festival, a homenagem também cativou o público, consciente da importância da proatividade do político diante da concretização do evento que trouxe na abertura deste ano a peça “O Quebra Nozes”. “Tive muita satisfação em assistir a este espetáculo. A dança, além de unir outras artes, como a música e as artes visuais, também transforma o corpo humano em obra de arte. É uma linguagem universal que pode nos ajudar a superar conflitos”, conclui Janine Ribeiro, ministro da Educação.

 

Dez dias de espetáculos
Com 115 integrantes no palco, entre bailarinos, alunos e professores da Escola Bolshoi, “O Quebra Nozes” misturou elementos do balé clássico com a dança contemporânea e emocionou o público. Destaque para as crianças, que protagonizaram o primeiro Ato da peça e trouxeram pureza e leveza para as coreografias. A iluminação do espetáculo, junto dos coloridos figurinos e a excelente caracterização dos personagens, fez com que o público interrompesse a apresentação diversas vezes para incluir os aplausos. “Achei a projeção dos cenários surpreendente. Parece que alguns bailarinos voaram no palco”, afirma o jovem Bernardo da Costa, 17, que veio de Jaraguá do Sul para apreciar o festival.

Durante os próximos 10 dias, o Festival de Dança de Joinville traz para Santa Catarina profissionais de 21 estados brasileiros e de oito diferentes países. Mais de 1.300 bailarinos participam do evento, que além dos espetáculos, promove 65 cursos teóricos e práticos de dança para todos os níveis, de iniciantes e professores. O evento também promove nesta e na próxima semana mostras gratuitas e abertas ao público de diferentes gêneros: balé clássico, dança contemporânea, jazz, sapateado, danças populares e urbanas.

 

O quê: 33o Festival de Dança de Joinville
Quando:
Até 1 de agosto
Onde:
Centreventos Cau Hansen, av. José Vieira, número 315, América, Joinville, tel. 47 34231010
Quanto:
Diferentes valores

 


Confira a galeria com imagens do espetáculo 'O Quebra-Nozes'

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