Publicidade
Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 24º C
  • 18º C

Catarinense Carlos Henrique Schroeder assina contrato com a editora Record

Escritor lançará dois livros, um neste ano e outro no ano que vem, pela editora que fundou o maior conglomerado editorial da América Latina

Rosana Ritta
Joinville

Nascido em Trombudo Central, no Alto Vale do Itajaí, mas radicado em Jaraguá do Sul, no Norte do Estado, o escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder deu um importante passo em sua carreira: assinou contrato com a Record, o maior editora do país, com 70 anos de tradição, para a publicação dos seus dois próximos livros. O contrato prevê a publicação da novela “As fantasias eletivas”, em agosto de 2014, e de seu romance “História da chuva”, em 2015.

Ambas as histórias se passam em Santa Catarina: a primeira, em Balneário Camboriú, e a segunda, em Blumenau, Jaraguá do Sul e Florianópolis. “Fiquei muito feliz, pois são dois livros bem ousados, que tocam em temas delicados, com histórias que acontecem no Estado. A responsabilidade também aumenta, mas a literatura é, sobretudo, risco. Então, vamos lá.”

 

 

Lucio Sassi/Divulgação/ND
 
Schroeder é nascido em Trombudo Central, mas está radicado em Jaraguá do Sul, onde firmou sua carreira

 

 

Schroeder estreou na literatura em 1998. Entre suas conquistas estão o Prêmio Clarice Lispector 2010, da Biblioteca Nacional, a Bolsa Funarte de Criação Literária 2010 e a Bolsa Petrobras de Ficção 2012. Suas principais obras são: “A rosa verde”, lançada pela Editora da UFSC, em 2005, “Ensaio do vazio”, pela editora 7Letras em 2006 e adaptada para os quadrinhos em 2012, também pela 7Letras, e “As certezas e as palavras”, em 2010, pela Editora da Casa. É possível fazer o download de “As certezas e as palavras” no site do autor, o www.carloshenriqueschoeder.com.br.

 

O grupo editorial Record


O selo Record, responsável pelo lançamento de várias tendências editoriais, busca sempre inovação e qualidade entre seus títulos, com talentos nacionais, como Alberto Mussa, Mario Sabino, Lya Luft, Tania Zagury e Cristovão Tezza. Clássicos como Graciliano Ramos e Fernando Sabino também levam o logo da editora, entre vencedores de Prêmio Nobel, como Gabriel García Márquez, Hermann Hesse, Albert Camus e Günter Grass.

Líder no segmento dos não-didáticos, o grupo mantém a posição apostando em qualidade e diversidade, com um catálogo de 6.000 títulos. Desde 1942, quando foi fundada por Alfredo Machado e Décio Abreu como uma distribuidora de quadrinhos e outros serviços de imprensa, conserva a vocação de difundir informação, conhecimento, cultura e entretenimento literário.

Com onze perfis diferenciados — Record, Bertrand Brasil, José Olympio, Civilização Brasileira, Rosa dos Tempos, Nova Era, Difel, BestSeller, Edições BestBolso, Galera & Galerinha — o objetivo é sempre trazer o que há de melhor para o leitor brasileiro.

 

Os livros

As fantasias eletivas: na capital turística do Mercosul, a cidade de Balneário Camboriú, um recepcionista de hotel tenta reconstruir a vida, e encontra na amizade de Copi, um escritor travesti obcecado por fotografias, uma alternativa. Mas com a morte da travesti, Renê vê-se novamente de cara com a desgraça. O livro usa a fotografia para refletir sobre a solidão e a criação literária, e mostra como a literatura, a de verdade, é, sobretudo, feita de sangue.

História da chuva: um romance sobre o legado da perda, mas também sobre o mundo das artes cênicas, o envelhecer, a arte. O livro investiga a intrincada relação de Arhur e Lauro, amigos, parceiros profissionais e diretores do Grupo de Sombras Teatro Extemporâneo, especializado no teatro de formas animadas e de sombras. A narrativa começa num ponto crítico da vida de Lauro: recém-divorciado e atordoado pela ausência de Arthur (que morreu nos desastres de 2008, quando grande parte de Santa Catarina ficou debaixo da água, castigada pelas chuvas incessantes), ele procura um sentido para a existência da memória, das suas memórias. A primeira parte, chamada Perder, narra o caos da vida de Lauro e como ele se distancia do teatro e, de certa maneira, da vida.

Na segunda parte, Ganhar, os sonhos e a juventude de Arhur e Lauro vêm à tona, e também como eles fundaram um dos principais grupos de teatro de formas animadas e de sombras do país. Em Empatar, a terceira e última parte, Lauro tenta uma saída para reconstruir sua vida, e faz uma escolha difícil, que afetará todos a sua volta. E o enredo, que de alguma maneira imita um insinuante jogo de sombras, pode ser visto também como história de amor embebida num erotismo insólito, mas principalmente uma reflexão sobre a arte e a crítica.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade