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Sexta-Feira, 15 de Fevereiro de 2019
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Catarinense ganha destaque nacional pelos seus amplificadores

Edson Brusque dedicou-se a estudar porque as válvulas geram um timbre tão cobiçado

Rodrigo Schwarz
Joinville
Divulgação
Pesquisa. Edson Brusque analisa uma válvula

 

Em uma época em que proliferam smartphones, tablets e é possível até clonar animais, é curioso que a ciência ainda não desenvolveu algo que torne obsoletos os velhos amplificadores valvulados de guitarra. Já existem simuladores digitais e bons amplificadores transistorizados, mas é muito difícil ver algum guitarrista profissional abrir mão do som macio e quente das válvulas. É nesse nicho de mercado, para músicos exigentes, que o catarinense Edson Brusque, 41 anos, ganhou destaque com os Bruschi Amps.

Nascido em São Lourenço D'Oeste, Edson Brusque morou muitos anos em Joinville, onde tocou nas bandas Atrito e H20.   “Em 2006, eu comecei a estudar áudio, mais especificamente, válvulas. A intenção era finalmente entender o que as válvulas tinham de tão legal para continuarem a ser utilizadas na aplicação específica de amplificadores para guitarra”, explica Brusque, que hoje mora e trabalha em Blumenau.

No ao passado, um de seus amplificadores foi testado pela revista “Guitar Player”. O equipamento ganhou nota máxima, algo raro para um amplificador nacional que compete com lendas como Marshall e Fender. “Isso é muito importante, pois trabalhamos com venda direta e os clientes não têm a possibilidade de testar os equipamentos em uma loja. Ter o aval da mais importante revista sobre instrumentos no mundo é muito significativo para a nossa credibilidade”, comemora o fabricante, que vende seus produtos pelo site www.bruschiamps.com.br.

Boa parte da matéria-prima dos amplificadores é importada. Mesmo assim, Brusque consegue produzir produtos mais baratos que os similares estrangeiros. Um amplificador Bruschi custa em média R$ 2,5 mil, enquanto o preço de um importado vai de R$ 4 mil até o valor de um carro popular.

E qual seria o segredo dos valvulados, que faz com que alguns guitarristas paguem até R$ 20 mil por um amplificador Marshall inglês. “Os guitarristas costumam pensar que os valvulados são fiéis e os transistorizados estragam o som do instrumento, mas é exatamente o contrário. A questão é que justamente aquela sujeira do circuito valvulado que deixa o timbre do instrumento mais interessante”, ensina.

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