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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Bolshoi inicia seleção para novos bailarinos

Mais de 500 crianças e adolescentes de quase todo o Brasil disputam 40 vagas na primeira série

Alexandre Perger
Joinville

A ansiedade, o nervosismo, timidez, choro e a expectativa de conseguir uma das 40 vagas disponíveis para estudar balé na filial brasileira de uma das maiores companhias de dança do mundo, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Essa mistura de sentimentos está passando pela cabeça de 597 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos, de Joinville e vindos também de outros 15 estados brasileiros, mais Argentina e Paraguai.Eles foram pré-selecionados entre mais de 4 mil crianças e adolescentes que participaram das seletivas realizadas pelo Brasil. O resultado final dos aprovados deve sair ainda neste domingo.

 

 

 

Divulgação/ND
Priscila Batista insistiu e o tio a levou para a avaliação

 

 

 

Kauane Kyukawa, 9 anos, de Balneário Camboriú, não segurou o choro quando terminou de fazer os testes de movimento. O sonho da menina é ser bailarina profissional. “Sempre quis fazer balé, porque me faz feliz, me sinto bem”, diz a estudante da quarta série. Ela dança desde os 2 anos e, no momento, faz aula particular. Kauane visitou a escola duas vezes e sonhou com o dia em que estaria ali como aluna.

Também estudante da quarta série, Leonardo Rodrigues Castanha, 10, de Joinville, diz estar fazendo o teste porque quer entrar em uma escola e aprender a dançar. “Gosto dos movimentos”, conta o garoto, que há muito tempo guarda o sonho de ser um bailarino.

Priscila Batista, 11, também de Joinville ganhou na insistência. De tanto pedir para o tio, foi levada para fazer o teste. “Fiquei pedindo e um dia uma das professoras da escola me convidou”, lembra a menina, que começou a fazer ginástica artística este ano.

A coordenadora da seleção, Sylvana Albuquerque, explica que a escola está avaliando o perfil físico e artístico dos candidatos. Na faixa estaria de 9 a 11 anos, eles não precisam saber nada de dança, pois os selecionados vão entrar na primeira série. Entre os de 12 a 17 anos, é exigido algum conhecimento em dança, já que eles poderão ingressar em turmas mais avançadas.

Mesmo que não sejam aprovadas, Sylvana recomenda a esses alunos que não desistam do sonho de serem bailarinos. “Ele não passar quer dizer que outros apresentaram melhores condições para o nosso método”, afirma. Por isso, eles podem tentar outras escolas e outros métodos. “Eles não devem desistir”, destaca.

A bailarina Luana Serrão, 20, é de João Pessoa-PB e há dois anos estuda no Bolshoi. Precisou fazer testes, assim como os pequenos. Na seleção, ela os acompanha, auxiliando a equipe de médicos e fisioterapeutas que participam da seleção. “Fui muito bem recebida aqui, quero passar para eles a mesma tranquilidade que me passaram”, diz.

A turma do Piauí já chegou

Alguns candidatos de outros estados começaram a chegar ontem em Joinville. Entre eles, os do longínquo Piauí. Depois da pré-seleção feita em Teresina, foram selecionados 15 bailarinos, seis deles vindo com o apoio da prefeitura e outros nove ajudados pelo governo do Piauí. A participação do estado na seleção é garantida graças a uma parceria entre o Bolshoi e os dois governos.

Maria do Amparo Veloso é coordenadora do projeto Bolshoi e atua nessa parceria desde 2003. Segundo ela, desta vez, a prioridade, pela primeira vez, foram as crianças da área rural, que participaram junto com da área urbana, somando 150 escolas. Ao todo, participaram 20 mil crianças, passando 850 para a pré-seleção realizada em Teresina. Entre as crianças beneficiadas está Ana Cristina Ferreira dos Santos, 9, que mora em comunidade distante 60 quilômetros da capital.

Acompanhando os alunos, veio a bailarina Francielly Farias, 21, que fez testes no Bolshoi em 2007 e dançou por cinco anos na escola, se formando em dança contemporânea. Hoje, ela dança e dá aulas para crianças e adolescentes. “São crianças que tem potencial para estarem aqui, é uma forma de elas crescerem profissionalmente.

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