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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Bailarina do Grupo Corpo dá aulas no Bolshoi

Bolshoi também participa da reabertura do CIC

Redação ND
Joinville
Rogério Souza Jr./ND
Experiência. Cassi Abranches (C) conviveu três dias com os alunos do Bolshoi

 

A experiência profissional de um dos maiores grupos de dança do mundo esteve à serviço da Escola do Teatro Bolshoi esta semana. Cassi Abranches, bailarina do Grupo Corpo, de Minas Gerais, ministrou uma oficina de três dias para alunos da 7ª e 8ª série em dança contemporânea – um período curto, mas de grande importância para ambos os lados. Nas palavras da própria convidada, o trabalho em Joinville serviu para “abastecer o conhecimento”.

Cassi iniciou na dança aos oito anos, na Escola Municipal de Bailado, e aos 14 passou a fazer parte do Grupo Raça Centro de Artes. Na carreira integrou ainda o balé do Teatro Guaíra em Curitiba e o Grupo Corpo, onde está desde 2001. Há três anos ela desenvolve trabalhos independentes, como “Contracapa”, espetáculo com sete canções dos Beatles refeitas pelo músico carioca Cecelo Frony, com cenário e iluminação de Gabriel Pederneiras. Uma de suas mais recentes coreografias, “Individual”, tem estreia marcada para o fim deste mês em Minas Gerais.

Essa versatilidade permitiu a Cassi trazer um pouco de cada parte de seu repertório para a Escola Bolshoi, com enfoque na técnica de pontas da dança clássica e com joelheiras a dança trabalhada no chão. “Eu trouxe um material coreográfico que já existia, justamente para que cada aluno tivesse o mínimo de absorção”, explica. Mas, para a professora, o grande objetivo foi proporcionar momentos de alegria aos jovens bailarinos. “Era pra eles gostarem mesmo, pudessem se divertir fazendo aquilo que mais gostam”, frisa.

Esta foi a primeira vinda de Cassi ao Bolshoi. Até então, ela sabia apenas da excelência técnica e da importância da unidade de Joinville ser a única filial do balé Bolshoi fora da Rússia, principalmente pelo contato frequente com Rafaela Fernandes, formada na instituição é de que desde 2010 integra o Grupo Corpo. “O Brasil precisa de escolas de formação com qualidade, com uma estrutura desde a alimentação até a preocupação com o ensino regular”, avalia.

Para Cassi, o Brasil tem avançado neste tipo de trabalho, mesmo com as poucas ofertas profissionais, o que faz muitos bailarinos recém-formados deixarem o País sem a oportunidade de mostrar seu talento. “Se formos contar nos dedos são poucas companhias fortes. Algumas ligadas aos governos, mas privadas mesmo, com uma estrutura completa só o Corpo e a Deborah Colker”, salienta. Ainda assim, ela destaca trabalhos como a Cena 11, de Florianópolis, que “precisam ralar para se manter”.

Conhecer um exemplo como o Bolshoi, conclui, é bastante satisfatório para quem vive da dança. Cassi elogiou o trabalho pedagógico da escola e, principalmente, a dedicação dos alunos que estiveram ao seu lado nos últimos três dias. “A fome deles de aprender me cativou muito. Trouxe trabalhos prontos, mas vi muita coisa pintando no corpo deles. Foi uma troca.”

 

Bolshoi dança na reabertura do CIC

A Escola do Teatro Bolshoi é uma das atrações principais na reinauguração do Teatro Ademir Rosa, no CIC (Centro Integrado de Cultura), nesta quinta, em Florianópolis. Com a “Grande Suíte do Ballet Don Quixote”, o Bolshoi leva para a capital um espetáculo com cerca de cem bailarinos em cena, numa das peças mais reconhecidas do repertório da instituição. A apresentação será às 20h. O evento é aberto ao público, mas as entradas limitadas para 906 espectadores já estão esgotadas.

A versão coreográfica é resultado do trabalho do bailarino e coreógrafo russo, Vladimir Vasiliev. Kitri e Basílio, protagonistas da obra, vivem uma intensa história de amor, heroísmo e ilusão, apoiados na amizade de Don Quixote e Sancho Pança, personagens clássicos da obra de Miguel de Cervantes. Entre as principais características do espetáculo está a abundância e a diversidade da dança, representadas numa grande e colorida festa de casamento com traços hispânicos marcantes.

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