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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Apaixonados por gibis, desenhos animados e games se encontram em Joinville no Hanamachi

Evento ocorre na unidade Saguaçu do Colégio Bom Jesus

Redação ND
Joinville

Luciano Moraes/ND
Fãs.Cosplayers são um dos destaques do Hanamachi

 

 

 

Para eles, estar no Hanamachi merece traje de gala. Os cosplayers serão uma atração à parte na segunda edição do evento de cultura popular japonesa em Joinville, que acontece neste domingo na unidade Saguaçu do Colégio Bom Jesus. Além de estandes de produtos orientais, exibições de anime, concursos de coreografias, games, gincanas, apresentações de artes marciais, Taiko, show de bandas com repertório oriental e Dança do Leão, haverá aqueles que realmente entram no espírito da brincadeira.

Mas é uma brincadeira levada muito a sério. Em 2011, pela primeira vez Joinville recebeu um evento no gênero, já bastante popular em grandes centros do país. “Aqui tínhamos muitos grupos de anime com vontade de promover algo assim, mas não conseguiam. Nós fizemos e deu super certo”, avalia um dos organizadores do Hanamachi, Roger Bezerra Cândido. No ano passado, a expectativa era receber mil pessoas. Vieram 1,8 mil, incluindo caravanas de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

Entre as muitas atividades, a presença dos cosplayers merece destaque. São fãs fervorosos, a ponto de personificarem seus heróis nas fantasias e atitudes. “Nós gostamos tanto que até resolvemos nos vestir igual eles”, resume Guilherme de Souza Rocha, já trajado como o larápio Lupin III. “Como são personagens do nosso gosto nem é necessário pesquisar ou coisa assim. Basta conhecer as histórias.”

Para criar as fantasias é preciso criatividade. No caso de Guilherme, bastou revirar alguns armários atrás das roupas coloridas de Lupin III, mas para Paula Neideck se transformar na deusa da morte Grell Sutcliff foi bem mais trabalhoso. “Como sou estilista eu mesmo fiz a modelagem da roupa e comprei a peruca importada”, explica. “Cada detalhe é pensado com muito carinho.” Em média, para uma produção completa, as roupas custam cerca de R$ 200, com mais R$ 150 para acessórios e a maquiagem.

Alguns colhem os frutos por sua criatividade. Anderson Pereira, que entre suas personificações está o do vilão Sephiroth, do game “Final Fantasy”, foi um dos finalistas da etapa brasileira do WCS (World Cosplay Summit), o maior concurso do gênero no mundo. O joinvilense ficou entre os nove melhores no ano passado e muito próximo da final realizada anualmente no Japão. “Meu resultado mostra como todo mundo tem capacidade de competir”, comemora.

 

O quê: Hanamachi 2012

Quando: sábado, das 11h às 20h, e domingo, das 10h às 20h

Onde: Colégio Bom Jesus - Unidade Saguaçu, rua Mafra, 84

Quanto: R$ 24 (passaporte para os dois dias) e R$ 12, antecipados à venda nas lojas Game Mania, Live Games e Animes, Vini Cyber e Rock Total. Na hora os valores passam para R$ 27 e R$ 15

 

Dublador do Quico é um dos convidados

 

O rosto de Nelson Machado provavelmente é desconhecido do grande público, mas sua voz já marcou muitas gerações. Um dos dubladores mais requisitados do Brasil, ele é convidado especial da edição 2012 do Hanamachi, onde contará um pouco da experiência de interpretar personagens adorados pelo fãs, em especial Quico, da série “Chaves”. A palestra será no domingo, às 13h.

Filho de pai radialista e mãe atriz, Nelson Machado resolveu unir as duas técnicas à sua arte. Com mais de 40 anos de carreira, o dublador integrou a primeira equipe responsável pela voz dos personagens de “Chaves”, ainda nos anos 80. Além do mimado Quico, com que imortalizou bordões como “Cale-se, cale-se, cale-se, você me deixa louco!”, Nelson comandou alguns dos vilões do Chapolin como Quase-Nada, Chinesinho e Tonhão, sempre variando o tom de voz. Ainda hoje é presença obrigatória em encontros de fãs dos seriados.

Outros personagens marcantes para o público infantil foram Fred Flinstone, Darwing Duck e Glomer, da animação “Punky”. Nos cinemas, Nelson foi a voz de Chucky (protagonista de “Brinquedo Assassino”) e dos atores Robin Williams, Roberto Benini e Wesley Snipes.  “Além da qualidade nas suas dublagens ele foi escolhido pelo show que promove, fazendo imitações e interagindo diretamente com o público”, explica Roger Bezerra.

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