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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Adega de Joinville reúne arte, vinho e gastronomia

A casa oferece espaço para shows e exposições de artistas locais

Alexandre Perger
Joinville

Vinho, gastronomia e arte. Há seis meses, a Adega Top Wine resolveu apostar nessa combinação, com a intenção de abrir o espaço para artistas de Joinville. A proposta vem dando certo e os planos dos sócios é aumentar o número de eventos e consolidar cada vez a casa como alternativa na cidade, ainda carente de locais dispostos a abrirem as portas para as artes.

 

Cláudio Costa/Região Rock/Divulgação/ND
Cláudio Costa/Região Rock/Divulgação/ND
A banda de surf music instrumental Strato Feelings é uma das atrações deste sábado

 

O próximo evento da Adega está agendado para amanhã, das 12 às 22h. O público poderá degustar uma feijoada, tendo como prato principal o show de três bandas de Joinville: Miopia, Estado Letárgico e Strato Feelings. As entradas para o show custam R$ 10. A feijoada será vendida a R$ 20.

Essa é a primeira iniciativa reunindo três bandas. A experiência poderá servir como termômetro para o que a Adega pretende organizar no futuro. A ideia é realizar um evento exclusivo para bandas independentes, com som autoral. A proposta, segundo um dos sócios e gerente de marketing, Jorge Luis Ximenes, 28 anos, é incentivar os artistas locais. Tanto que todo o dinheiro arrecadado com as entradas é destinado aos músicos.

 Em seis meses da iniciativa de apoio à cultura, a Adega já conseguiu consolidar um evento, o Vinho e Vinil, que vai para a quinta edição em setembro. Em parceria com o DJ Roger Thiago, Jorge reúne vários apaixonados por vinil e algumas preciosidades.

Mas se há espaço para música, também há para as artes plásticas. Atualmente, a Adega tem três artistas expondo nos eventos. Mas a intenção é mais ambiciosa e envolve a abertura de uma galeria de arte. “As pessoas viriam para comprar o vinho, e também os quadros”, sugere Jorge. Uma exposição está marcada para o dia 14 de setembro, com Adriano Horn e Ronaldo Diniz.

Falta de espaço na cidade

Uma das motivações de Jorge para abrir a casa para a cultura foi a existência de poucos espaços para os artistas locais exporem seus trabalhos. “Joinville precisava de um local, sempre achei a arte na cidade meio em baixa, sem espaço”, diz o gerente e sócio. Os contatos com os artistas começaram há um ano, até que as agendas pudessem ser afinadas. “Sempre fui envolvido com a cena alternativa e sempre reclamei da falta de espaço”, observa.

O público está acompanhando. Nas contagens da Adega, entre 70 e 100 pessoas comparecem nos eventos. “O pessoal está bem fiel. Vem, acompanha, ecomenta e gosta”, comemora. A combinação, segundo Jorge, é perfeita. Tanto que o slogan utilizado é: “Vinho é arte e arte é vinho”.

Mas o que também animou Jorge a investir em arte foi a ligação com a música, mesmo que hoje seja apenas por diversão. Apesar de sempre ter gostado de guitarra, ele toca bateria desde os 14 anos. “Conheci, vi alguns vídeos e fui aprendendo sozinho”, lembra.

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