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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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A Biblioteca Rolf Colin se reinventa para traçar novos projetos de educação e cultura em Joinville

Após um ano do retorno ao endereço original, a coordenação irá executar ao longo do ano novas ações com o objetivo de revitalizar o espaço

Suelen Soares da Silva
Joinville
Luciano Moraes/ND
Um ano depois do su retorno a Praça Lauro Müller a Biblioteca Pública está com novos projetos para 2015

 

Mais de um ano após o retorno para o seu endereço original, na praça Lauro Müller, no Centro, a Biblioteca Pública Prefeito Rolf Colin oferece aos usuários um espaço mais aconchegante e convidativo à leitura.  A biblioteca funcionou por dois anos no complexo Piazza Itália, após o teto o prédio na área central ter desabado.

“Desde 2013, nosso maior trabalho foi de convencer as pessoas a se associar e quando viemos para cá revitalizamos o espaço”, afirma a coordenadora da biblioteca Juciana Bittencourt da Silva. Em média, de acordo com a coordenadora, circulam pelas salas da biblioteca 648 pessoas por mês. São 23.357 sócios.

O acervo, com 48.489 itens, guarda curiosidades que convidam a uma leitura sensível para quem aprecia um clássico, um material didático ou uma leitura mais informa “da moda”.  O que importa mesmo é ler e ali tem títulos para todos os gostos.

 

Luciano Moraes/ND
Acervo Literário conta com 48.489 títulos que estão a disposição dos 23. 357 sócios e dem quem mais tiver o interesse em se associar

 

A Rolf Colin não é apenas um espaço de acervo literário, mas também um local com atividades voltadas para educação e cultura, que privilegiam crianças, jovens e idosos. A biblioteca possui setores de pesquisa, literatura, hemeroteca, infantil, internet, processamento técnico e braille.

Criada por decreto, em 1945, pelo então prefeito Arnaldo Moreira Douat, a biblioteca pública só entrou em funcionamento em 1951 e em 1964 ganhou o nome de Biblioteca Pública Prefeito Rolf Colin.

Além do acesso gratuito aos títulos, o espaço dispõe de livros em braile e exemplares raros. São 451 títulos em brailer, 529 audiolivros, 88 DVDs. Voluntários auxiliam no atendimento de pessoas cegas ou com baixa visão. Eles gravam o texto que a pessoa precisa.

O setor de livros raros conta com 740 títulos. Um exemplar de “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Drumas, de 1844, sem brochura é protegido para conservação da obra.  “O que nós sabemos deste livro é que ele veio para o Brasil de navio e, em 2013, veio para a biblioteca através do Arquivo Histórico”, explica Luciano Antônio Alves, bibliotecário.

 

O antes e o depois da reforma

A coordenadoraJuciana Bittencourt da Silva acredita que a unidade vive dois momentos distintos. Um antes da reforma, em função da queda do forro, quando o prédio foi interditado, e outro, com o retorno para a sede original.   “Nós podemos dizer que vivemos o antes e o depois da reforma. Acredito que o ambiente era propício, mas tínhamos uma biblioteca escura e quando voltamos para cá, queríamos fazer uma biblioteca diferente”, conta.

As obras de reforma começaram em 2012 e custaram R4 742 mil. A cobertura e o forro foram reconstruídos, os banheiros adequados, instalados equipamentos de acessibilidade, nova rede elétrica e feita pintura.

Quando a biblioteca retorno ao Centro iniciou um trabalho delicado de resgate dos associados, busca de novos usuários e divulgação das atividades.

 

 

Novos e antigos projetos a todo vapor

A contação de história é o carro-chefe da biblioteca. Dirigido para as crianças, o projeto ocorre uma vez por mês. Entre joaninhas e pufes coloridos, a criança entra no mundo das letras de uma maneira divertida e lúdica. “Nós sempre fizemos a contação, mas as pessoas não sabiam que existia. Então, organizamos uma carteirinha com o cronograma do projeto, para que as pessoas saibam as datas e tragam seu filhos para a biblioteca”, explica Juciara Bittencourt da Silva, coordenadora da biblioteca.

Para este ano, a contação terá algumas mudanças para deixar o projeto mais atrativo. Uma vez por mês dois contadores serão responsáveis por um tema. O primeiro será no próximo sábado (14) e o tema que será explorado será a  poesia.

Outros projetos começarão a ser executados ainda este mês como:  o “Amigos da Biblioteca”, que visa buscar doações de títulos que a biblioteca não possui ou existem poucos exemplares, quem doar será presenteado com a carteirinha de usuário.

“Vivência Literária”, que tem por objetivo trazer o adolescente para a biblioteca, por meio de profissionais que contarão a sua trajetória, destacando o seu ofício de forma positiva; “Projeto Sensibilização”, com idosos; e o “Trajeto Cultural”, aprovado pelo Simdec (Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura), em parceria com a educadora Katia Regina Eger Klauberg, que irá passar pelos bairros periféricos de Joinville, levando a literatura para as comunidades.

 

Luciano Moraes/ND
Espaço infantil também é utilizado para palestras e outros projetos da biblioteca

 

Alguns dos projetos executados pela biblioteca foram excluídos do cronograma de ações, que segundo a coordenadora se dá devido a falta de funcionários e outros tantos ainda existe a dúvida se seguirão ou não. Por enquanto os projetos extintos são:

Biblioterapia: leitura e atividades lúdicas às crianças e familiares que estão necessitam de acompanhamento médico no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria. (Criado em 2014)

Projeto de leitura e escrita para frequentadores do SOIS: atividade de incentivo à leitura e a escrita em parceria com o Serviço Organizado de Inclusão Social do SUS.

Dia Literário: data que a Biblioteca Municipal promove para fomentar e valorizar os trabalhos realizados nos espaços escolares. O objetivo é mostrar o quê, como e porque ler literatura.

Garrafa da Leitura: ação pedagógica com uma visão poética da garrafa jogada ao mar. O trabalho consiste em apresentar ao um grupo visitante uma garrafa com um livro de autores de Joinville. Após um período, o grupo e a garrafa retornam com alguma produção realizada a partir da leitura conversam com o escritor da obra.

Palavra de Escritor: Com o objetivo de promover o encontro entre o leitor com o escritor.

 

Uma parceria que chegou ao fim

Um dos grupos que desenvolvia atividades dentro da biblioteca está se despedindo. Após quatro anos, a parceria com a Confraria do Escrito está se encerrando. O motivo segundo o confrate Jura Arruda, e um dos percussores dos encontros, é a divergência percebidas a algum tempo entre eles e a coordenação do espaço. “A Confraria não nasceu na biblioteca, ela foi uma ideia da Rita de Cássia que trabalhava lá e na época, a Alcione Pauli, que era coordenadora, abraçou a ideia” explica Arruda.

 

Divulgação/ND
Confraria do Escritor se reunirá em outro local encerrando uma parceria de quatro anos com a Biblioteca Rolf Colin

 

Ele  afirma que é uma grande perda para a Confraria e a biblioteca, mas que os encontros seguirão em outro espaço ainda a confirmar. “Nós vamos respirar novos ares, a Confraria também precisa ser repaginada, para que se amplie o conhecimento do escritor e também queremos mais envolvimento com a comunicação”, ressalta.

Outro motivo, segundo os confrates, é a exclusão de muitos projetos e ações que haviam sido implantadas por educadores, em parceria com a Confraria  e  a biblioteca. Atualmente, a Confraria do Escritor possui 180 autores cadastrados, destes 30 são atuantes em reuniões e encontros do grupo.

 

Curiosidade

Que a leitura faz bem e nos ajuda muito nas relações não é novidade. Então por que lemos tão pouco? Segundo a pesquisa do Instituto Pró-livro de 2011, o brasileiro lê em média quatro livros por ano. Enquanto que na Noruega, por exemplo, a população lê em média 16 livros por ano.

 

Lista dos cinco livros mais lidos na Biblioteca Rolf Colin

1º Cinquenta Tons de Cinza

2º A Culpa é das Estrelas e A Menina que Roubava Livros

3º Coleção Pensamentos e Textos de Sabedoria

4º Cinquenta Tons Mais Escuros

5º Cinquenta Tons de Liberdade

 

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