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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Primavera dos Museus inicia em dois espaços museológicos de Joinville

Três exposições serão abertas neste fim de semana no Museu Casa Fritz Alt e no Museu de Arte de Joinville

Suelen Soares da Silva
Joinville
Junior Coradi/Divulgação/ND
Mostra “Olhares Inquietos” possui 15 fotografias, que incluem fotos de índios que residem em Araquari

 

A estação mais florida do ano está chegando e, com ela, uma das temporadas mais esperadas nos espaços museológicos brasileiros. Em Joinville, a 9ª Primavera dos Museus começa neste sábado, no Museu Casa Fritz Alt e também no MAJ (Museu de Arte de Joinville) e tem como tema “Museus e Memórias Indígenas”.

A temporada de exposições abrange 393 cidades que, juntas, somam 2.400 eventos. São seminários, oficinas, exposições, debates e visitas-guiadas, que podem seguir o tema sugerido pelo Ibram (Instituto Brasileiro dos Museus).

No Museu Casa Fritz Alt (rua Aubé, s/n), a exposição fotográfica “Olhares Inquietos”, de Junior Coradi, será aberta às 14h, no Setor Educativo do Museu, e fica aberta para visitação até o dia 18 de outubro. A mostra é composta por 15 imagens de índios que vivem em Araquari e também de outras pessoas clicadas pelas ruas de Joinville.

Junto à exposição de Coradi, serão expostas também duas peças concebidas pelo artista alemão Fritz Alt, ainda na década de 1940. São esculturas de índios, uma em gesso platinado e outra em bronze.

A proposta da exposição, segundo o coordenador do museu, Jorge Hiroshi, é revelar a diversidade da ocupação urbana por meio das imagens de Coradi ao mesmo tempo em que se cria com a fotografia uma relação de tempo e espaço, sentida de forma diferente por cada espectador.

“A exposição do fotógrafo Junior Coradi contribui para a criação de representações daquilo que se afigura como mais significativo na vida do indivíduo. E é precisamente nesse ponto que se manifesta a sua identidade”, afirma Hiroshi.

No dia 26 de setembro, às 14h, ocorrerá a oficina “Retratos: da Pintura à Fotografia”, com Junior Coradi e Jorge Hiroshi, também no Setor Educativo. Informações pelo: 47/3433-3811

O espaço principal do Museu Casa Fritz Alt está fechado por conta de reformas na cobertura da unidade, mas o Setor Educativo e o administrativo funcionam normalmente. A exposição “Olhares Inquietos” poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 9 às 17h, nos sábados, domingos e feriados, das 12 às 18h.

Uma seleção especial

Divulgação/ND
Duas exposições serão abertas no MAJ. "Ontem Hoje" e “Memórias Indígenas: Apropriações”.

 

No MAJ, também neste sábado, serão abertas simultaneamente duas exposições. A partir das 10h, as mostras “Ontem Hoje” e “Memórias Indígenas: Apropriações” ficam abertas até o dia 18 de outubro para a apreciação do público.

“Ontem Hoje”, além de fazer parte da Primavera dos Museus, também é alusiva ao 33º Encontro Brasil-Alemanha, que começa neste domingo (20). Nesta exposição, serão apresentadas obras do acervo do MAJ, de autoria de diversos artistas com origem alemã, acervo do Arquivo Histórico de Joinville, Museu Casa Fritz Alt, Masj (Museu Arqueológico de Sambaqui), coleções particulares e reproduções de obras do Museu Imperial de Petropólis, no Rio de Janeiro e do Museu de Versalhes, na França.

Em contraponto ao “Ontem”, foram convidados os artistas visuais atuantes e que residem em Joinville para apresentar suas obras produzidas nas últimas décadas, levando o “Hoje” também para dentro da antiga casa de Ottokar Doerffel.

Estarão expostas 30 obras em diferentes linguagens, como desenho, pintura, escultura, objeto, assemblage, fotografia, litografia, vídeo e colagem. Como a cidade estará recebendo aproximadamente 180 alemães para o Encontro, houve um cuidado em produzir o material gráfico em português e alemão.

O texto que apresenta esta exposição leva a assinatura do crítico de arte Walter Queiroz Guerreiro, que também é o coordenador do Arquivo Histórico de Joinville.

Já a exposição “Memórias Indígenas: Apropriações” terá 15 obras do acervo do MAJ, com desenhos, pinturas, fotografias, esculturas e gravuras. São obras que destacam a importância das memórias nativas na formação da arte nacional.

Durante a exposição, também será exibido um documentário intitulado “O Arco e a Lira”, do programa Arte na Escola, dirigido por Priscilla Barrask Ermel.

O horário de visitação no MAJ é de terça a sexta, das 9 às 17 horas, sábados, domingos e feriados, das 12 às 18h. Visitas monitoradas para grupos devem ser agendadas pelo fone: (47) 3433-4754 / 3433-4677.

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