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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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10º Femusc, o encontro de diferentes histórias que se unem pela paixão à música em Jaraguá do Sul

Concerto das Nações mostrou a identidade de dez países participantes do festival no teatro da Scar

Suelen Soares da Silva
Joinville
Luciano Moraes/ND
Histórias multiculturais. Ivan Nakapelyukh (e), Juan Dias Rivas (c) e Nicolai Muñoz (d) representam a mistura de histórias e impressões sobre o Femusc

 

A 10ª edição do Femusc (Festival de Música de Santa Catarina) recém começou e o que se vê, ou melhor, o que se ouve pelos corredores da Scar (Sociedade Cultura Artística) ou em qualquer outro ponto de Jaraguá do Sul é de encantar até aqueles que não possuem tanta intimidade com a música instrumental.

O Concerto das Nações, que ocorreu na noite de terça (20), reuniu dez países com um único objetivo: mostrar a identidade e dividir com o público e os demais músicos, o que há de melhor na cultura de cada país.

Os países que estão representados no Femusc são: Brasil (248), Colômbia (104), Argentina (53), Chile (25), Peru (21), México (13), Paraguai (8), Estados Unidos (6), Costa Rica (4), Bulgária (4), Equador (4), Honduras (3), Austrália (3), Cuba (2), Venezuela (2), Bolívia (1), Espanha (1), Inglaterra (1), Polônia (1), Uruguai (1), Ucrânia (1), totalizando 506 instrumentistas.

À tarde, quando as delegações começaram a chegar na Scar era possível observar a compreensão imediata entre eles, embora cada um tivesse o seu idioma. Mas a comunicação fica bem mais fácil quando feita através da linguagem universal que é a música.

Dentro desse universo de sons, de risos e muita conversa, estavam três personagens que ambas as histórias chamam a atenção. O primeiro deles é o Ivan Nakapelyukh. O músico de 22 anos completados na quarta (21) durante o festival está com muitas expectativas nesta sua primeira participação.

O contrabaixista nasceu na Ucrânia, mas reside há cinco anos no país vizinho Argentina, na Província Del Chaco. Ele confessa que foi difícil deixar o seu país, mas que as coisas se tornaram insustentáveis pelo momento hostil que já matou quase cinco mil pessoas desde o ano passado. “Está complicado viver lá com os conflitos e também pela situação econômica”, diz.

Nakapelyukh estuda música desde os seis anos e relembra, que na Argentina já trabalhou, entre outras funções como ajudante de pedreiro e em supermercado. Mas que atualmente vive somente da sua música.

Soube do Femusc, através de amigos que já estiveram em outras edições do festival. “É tudo muito lindo aqui, divertido e se aprende muito. Estou conversando com professores para conseguir uma bolsa, talvez em São Paulo”, conclui.

 

O Femusc é tudo!

 

As duas outras histórias são de argentinos que o Femusc de alguma forma influenciou em suas vidas. Nicolai Muñoz, 26, participa pela segunda vez do festival e diz que, embora estude música desde os 7 anos, foi aqui no Femusc que ele conseguiu desenvolver a sua arte. “Passei por vários professores de violoncelo e foi aqui que um professor me indicou ao Vassalo. Meu atual professor” destaca.

Muñoz foi selecionado na segunda chamada, ou seja, na quarta (15), três dias antes do começo do festival. Por isso não conseguiu passagem no ônibus que vinha de Buenos Aires, mas conseguiu em outro. Uma verdadeira maratona de 40h de viagem, a qual ele não se arrepende. “Aprendemos muito aqui com as aulas, professores e maestros vindos de todo mundo. Vale a pena todo sacrifício”, afirma.

Já Juan Dias Rivas, 31, vive uma verdadeira história de amor e de estreias com o Femusc  Esta já é a terceira vez dele no festival. A primeira vez que o músico saiu do país foi para vir até Jaraguá. Na segunda, veio pela primeira vez como profissional e este ano estreia como regente. “Eu posso dizer que o Femusc me encaminhou para muitas realizações na minha vida profissional e pessoal. Femusc representa tudo”, afirma.

O violoncelista através do maestro Alex Klein, foi para a África no ano passado, participar de um projeto de música. Nesta mesma viagem, o músico teve a possibilidade de receber a namorada, aproveitando a visita, ele a pediu em casamento. “Minha história com o Femusc é de gratidão e também de amor”, conclui.

 

Programação desta quinta

Quem não pode ir a Jaraguá do Sul assistir aos espetáculos, agende-se que nesta quinta, o Conservatório Belas Artes de Joinville recebe dois quartetos para apresentação gratuita

9h Femusc nos Hospitais: no Unimed e no Jaraguá

12h Femusc no Jaraguá do Sul Park Shopping

15h Femusc no Hospital Jaraguá

15h30 Femusc no Lar das Flores

18h Piano Masters: na Scar

19h Momento Springmann: pequeno teatro da Scar

20h Musicalmente Falando: grande teatro da Scar

20h Femusc no Conservatório Belas Artes de Joinville (rua Aubé, 427, Centro)

20h30 Grandes Concertos no grande teatro da Scar

20h30 Recitais de Câmara: pequeno teatro da Scar

 

 

 

 

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