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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Museus de Joinville recebem 16 mil visitantes em 2015

Quatro principais espaços museológicos da cidade são prestigiados por joinvilenses e turistas

Suelen Soares da Silva
Joinville
 
Germano Rorato/ND
Museu Nacional de Imigração e Colonização

 

Os museus são locais onde se conserva a memória e a história de uma cidade, de um período ou de personagens que marcaram a sua época. Em Joinville, são espaços de visitação diária e sempre muito intensas. De janeiro a março deste ano, o MAJ (Museu de Arte de Joinville), MuBi (Museu da Bicicleta), Mnic (Museu Nacional da Imigração) e o Museu Casa Fritz Alt, receberam um total de 15,9 mil visitantes.

Mas o que as pessoas procuram em um museu? O acervo? Os espaços expositivos? O Notícias do Dia conversou com alguns visitantes destes museus, que explicaram a escolha do passeio, algum deles nunca havia entrado nestes espaços.

Uma turma bastante empolgada disse que quis fazer algo diferente na cidade. O jovem casal Mateus Augusto do Nascimento, 22 e Micheli Pereira da Silva, 23, vieram de Blumenau visitar a família, que resolveu desbravar todos os espaços do Mnic, que no primeiro trimestre recebeu 6.900 pessoas.

Veio pai, mãe, irmã e avó. Foi a primeira vez da Micheli e da avó do marido Santina Tomaz, 78. “Nós achamos tudo interessante, principalmente a parte interna da casa (enxaimel)”, conta Micheli. Para a Santina, que reside em Joinville há 45 anos foi uma descoberta que deverá ser repetida em uma próxima visita “Eu achei muito legal, foi tudo muito divertido e quero vir outro dia no museu”, afirma.

 

Germano Rorato/ND
Família de Michele e Mateus com a avó Santina, que esteve pela primeira vez no Museu Nacional de Imigração

 

Único do gênero em toda a América Latina, o Mubi guarda a história de Joinville em bicicletas, o acervo tem mais de 16 mil peças e isso aguçou a curiosidade de 1.283 visitantes somente no mês de março. Rodrigo Fernandes Alves, 27 e de Carine Moraes, 35 passeavam despretensiosamente pela Estação da Memória e resolveram conferir o que o museu tinha para mostrar. “Nós não saímos para vir aqui, mas íamos passando e ficamos curiosos. É difícil irmos a museus, até temos vontade, mas nos falta tempo”, lamenta Carine.

 

Além do acervo

A visitação nos museus aqui na cidade é gratuita e além do acervo e das exposições, os visitantes têm a oportunidade de aproveitar também os espaços naturais que os cercam, além dos detalhes, que vão além do que está entre as paredes dos museus.

E é exatamente isso o que acontece no Museu de Arte de Joinville. A estudante de Arquitetura Kezia Manske, 29 anos, diz que sempre visitou o MAJ, mas de forma coletiva, com colegas de escola. Porém, atualmente ela também aprendeu a usufruir de outro atrativo daquele espaço: a natureza.

Acompanhada de um livro e da sua gatinha, Kezia, relaxa tranquila em frente ao lago que também é uma marca registrada do museu. “Eu moro aqui pertinho e quase nunca aproveito o museu. Então resolvi vir pra cá. É calmo e fico rodeada por história, temos que preservar”, destaca.

A antiga casa de Ottokar Dorffel, na 15 de Novembro, foi o passeio escolhido por  1.679 pessoas nos primeiros três meses de 2015. O casal Renate Inngauer, 50, e Odair Pavesi, 50, e o filho Caio Pavesi, 13, apresentaram o casarão aos amigos Richard Geyer, 57, e a filha dele, Ana Júlia Geyer, 23, que residem em São Paulo. Geyer é engenheiro e disse ter ficado encantado com a casa. “É tudo muito interessante. Eu como engenheiro presto atenção em todos os detalhes e principalmente nos acabamentos”, conta.

 

Outra imagem

Algumas pessoas já haviam estado nos museus e, depois de anos, retornaram. Este é o caso da aposentada Alcione Amaral, 85, e o filho artista plástico Anderson Rodrigues, 55, que vieram de Florianópolis visitar o outro filho de Alcione, o professor Luiz Henrique, 52, que mora aqui em Joinville.

 

Germano Rorato/ND
Museu de Arte de Joinville

 

No roteiro da família estava a Casa Fritz Alt, que recebeu no mês de março 476 visitantes. Luiz Henrique ressalta que a comunidade deve aproveitar estas e outras formas de lazer que existem em Joinville e que os museus são espaços que devem ser compartilhados e divulgados. “Tinha algum tempo que não vínhamos no Fritz Alt e tivemos uma grata surpresa, acredito que tenha sido pelo trabalho de arte e educação que é executado aqui”, diz.

Esta outra imagem do museu também foi percebida por Anderson, ele conta que tinha uma vaga lembrança da Casa, que visitou na década de 1970, quando ainda era criança, mas recorda que na ocasião achou tudo muito desorganizado. “O museu mudou bastante. Eu vejo os espaços muito carentes de atividades como as que existem aqui no Fritz. O museu é responsável pelo olhar que nós temos aqui da cidade”, conclui o artista.

 

Serviço

Museu Nacional de Imigração e Colonização, de terça a sexta, das 9 às 17h; sábados, domingos e feriados: das 12 às 18h; às segundas-feiras o museu é fechado para visitação (rua Rio Branco, 229 – Centro – Joinville (SC)


Museu da Bicicleta de terça a sexta-feira das 9 às 17h, sábado, domingo e feriado das 12 às 18h (rua Leite Ribeiro, s/nº - Anita Garibaldi (antiga Estação Ferroviária)

 

Museu de Arte de Joinville, de terça a sexta, das 9 às 17h; sábados, domingos e feriados: das 12h às 18h, (rua 15 de Novembro, 1400)

 

Museu casa Fritz Alt, de terça a sexta, das 9 às 17h; sábados, domingos e feriados: das 12 às 18h, (rua Aubé, s/n)

 

 

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