Publicidade
Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 24º C
  • 18º C

População fez questão de se despedir de Luiz Henrique da Silveira, nesta segunda, em Joinville

Catarinenses vão ao centreventos relembrar a importância de LHS para o Estado

Stefani Ceolla
Florianópolis

Depois do cercado que separava o espaço destinado à família e autoridades, e do cordão que delimitava o local por onde as pessoas poderiam passar até chegar perto do corpo do senador Luiz Henrique da Silveira, cadeiras foram colocadas para que dali o público acompanhasse o velório. No início da madrugada, era pouca gente.

Por volta da 1h, quando a guarda se postou ao redor do corpo, deu o ar solene que o momento exigia. Mulher e filhos de mãos dadas, governador Raimundo Colombo e vice Eduardo Pinho Moreira lado a lado. Nos corredores, políticos lembrando a atuação, amigos contando histórias. Todos muito contidos.

Marco Santiago/ND
Mulheres que participam da entidade Mutirão do Amor foram se despedir de LHS

 

Na manhã de segunda (11), o clima era outro. O cidadão, o eleitor de Luiz Henrique, começava a chegar. Onestino da Silva, 75, e a mulher Soeli Lopes Alves, 57, passavam o Dia das Mães em Joinville, na casa da família dela, quando receberam a notícia. Moradores de Blumenau, estenderam em um dia a viagem para na segunda-feira prestar homenagem ao ex-governador. Soeli morou em Joinville e lembra da época em que ele era prefeito. Além disso, é “PMDB roxa”, como faz questão de dizer. Onestino tem um motivo pessoal para agradecer de perto o político. “Ele fez o asfalto em Vidal Ramos, passou pelas terras do meu pai. Eu via ele andando pela obra. Quando ficou pronto, soltei fogos”, recordou. Ambos se instalaram na primeira fileira e de lá não saíram até o fim da celebração.

Janete Aparecida Medeiros, 50, driblou a dificuldade de locomoção e com a ajuda de muletas, pegou um ônibus no começo da manhã e seguiu para o Centreventos. “Fui criada em um orfanato e ele sempre esteve presente. Ajudava a todos, visitava, dava atenção. Era um homem do povo”, garantiu. “Parte disso era política? Era. Mas ele fazia muito”, completou.

Um grupo de senhoras que faz parte da entidade Mutirão do Amor, que presta serviço voluntário e confecciona, entre outras coisas, enxovais para famílias carentes, percorreu o cordão de isolamento, postou-se em frente ao corpo e cumprimentou a viúva. Sentaram-se por alguns instantes em silêncio, rezaram e deixaram o local. Não sem antes lembrar o trabalho social prestado por Luiz Henrique.

“Era nosso benfeitor. Se não fosse por ele e a mulher não teríamos nossa sede”, contou Mary Pauli, 78. “Ele era um grande cidadão joinvillense. Trouxe o Bolshoi. Joinville cresceu muito quando ele era prefeito”, acrescentou Margot Kuhlehm, 75. “A população contava que ele iria se candidatar a governador”, desejava Rosita Prass, 64 anos. Para Maria da Graça de Lima Farah, 64, se tratava de “um homem muito inteligente”.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade