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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Vegetação no sambaqui do Parque da Cidade, em Joinville, foi atingida por incêndio

Fundação Cultural avaliou que patrimônio arqueológico não foi afetado. Xepa de cigarro em mato seco pode ter sido causa da queimada

João Batista (JB)
Joinville
Aurélio Mayorca/divulgação/ND
Local atingido pelo fogo fica nas proximidades do acesso à ponte do Trabalhador

 

A Fundação Cultural de Joinville, por meio da equipe do Museu Arqueológico de Sambaqui, fez uma vistoria nesta segunda-feira (17) na vegetação que encobre o sambaqui Morro do Ouro, dentro do Parque da Cidade, no bairro Guanabara. Parte da encosta sofreu com um incêndio na última sexta-feira (14). O engenheiro Aurélio Mayorca, que passou pelo local, fez um registro da ocorrência e publicou na internet. “Há indícios que foi um incêndio intencional ou criminoso porque são vários focos de incêndio”, comentou, suspeitando que alguém tenha iniciado a queimada de propósito.

Para o município, no entanto, o mais provável é que o fogo tenha sido acidental. Segundo o diretor executivo da Fundação Cultural, Guilherme Gassenferth, uma semana antes foram feitos trabalhos de roçada no parque. Parte do mato que sobrou não tinha sido retirada do terreno. “De certo, alguém jogou uma xepa de cigarro e incendiou. Mas o dano foi só na vegetação”, destacou, observando que o tempo seco ajudou a iniciar as chamas na vegetação.

Uma arqueóloga da fundação analisou o terreno, descartando maiores estragos. “Não houve danos ao patrimônio arqueológico. [O incêndio] foi só superficial na vegetação que recobre o sambaqui”, ressaltou Gassenferth. A fundação soube da ocorrência ainda na sexta, quando uma primeira visita foi feita no local. O órgão também informou que as estruturas instaladas no sambaqui, como o mirante no topo do morro, não foram danificadas.

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