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Governador de SC demonstra preocupação com evolução da greve e cobra governo federal

Eduardo Pinho Moreira articula com governadores do Rio Grande do Sul e do Paraná ações conjuntas; governo do Estado emitiu balanço sobre reflexos da greve

Redação ND
Florianópolis
27/05/2018 às 20H50
Comitê do Estado reunido neste domingo - Jaqueline Noocetti/Secom
Comitê do Estado reunido neste domingo - Jaqueline Noocetti/Secom

No início deste domingo (27), o governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) divulgou informação de que o Estado estaria se articulando com Rio Grande do Sul e Paraná para tomada de medidas em conjunto. Segundo o governo, não será tomada nenhuma medida extrema em um dos três estados sem consenso entre os três governadores.

Nesta noite, após segunda reunião no Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres, o governador demonstrou preocupação com a evolução das manifestações, dizendo que nesta segunda-feira (28) a população conseguirá sentir de forma mais clara os efeitos desse movimento.

“Muitas escolas muitas não funcionarão por falta do transporte escolar e naturalmente há um grande prejuízo no agronegócio, são R$ 80 milhões por dia que deixa de ser faturados. É algo que já está trazendo consequências graves para nosso estado, mas de qualquer maneira nosso esforço é manter as condições mínimas de atendimento em todos os setores”, disse o governador.

Pinho destacou as ações de escolta, que estão sendo realizadas sem interferências dos caminhoneiros, e cobrou que o governo federal consiga fechar uma negociação possível com o movimento nacional.

“Eu acredito que hoje haja um esgotamento das negociações com o movimento e aqueles compromissos assumidos, de não cobrar por eixos levantados dos caminhões, de passar de 30 para 60 dias o desconto do óleo diesel e que haja uma diminuição no preço, que tudo isso seja colocado no papel e que possamos encontrar respostas”, manifestou o governador, afirmando que o prejuízo da população tem limites. “O movimento é justo até o momento que não prejudique a população brasileira”, concluiu.

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Uso da força não foi necessário em Santa Catarina, diz general do Exército

O general Ricardo Miranda, da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada (de Florianópolis), afirmou neste domingo que Santa Catarina ainda não esgotou todas as possibilidades de negociação com os grevistas, e que ainda não foi necessário usar a força. Nacionalmente, na sexta-feira (25) o presidente Michel Temer autorizou o uso das Forças Armadas para desbloquear as rodovias nacionais. “Pelo que eu pude perceber, Santa Catarina está um passo à frente dos outros Estados, já que este comitê de crise (criado pelo Governo do Estado) antecipou muitas das consequências que a greve geraria”, afirmou o general neste domingo.

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O general esteve presente em uma reunião na manhã deste domingo com o governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB), secretários de Estado, autoridades do Exército, da Aeronáutica, da Marinha, da Polícia Rodoviária Federal e da Fecam (Federação Catarinense dos Municípios).  Foi também realizado um balanço de cada uma das áreas do Governo do Estado.

Um dos pontos destacados pelas autoridades na reunião foi a necessidade de se dar prioridade ao abastecimento de combustível nos aeroportos do Estado, não apenas pelos prejuízos aos passageiros, mas principalmente pelo transporte de itens essenciais pela via aérea.

Santa Catarina articula com o Rio Grande do Sul e o Paraná ações conjuntas que priorizem o diálogo com os caminhoneiros. O objetivo é  garantir os serviços básicos, necessários ao bem estar da população. A informação foi apresentada na manhã deste domingo (27) no comitê de gerenciamento de crise montado no Cigerd, em Florianópolis. Um pouco antes do encontro, o governador Eduardo Pinho Moreira havia conversado com os chefes do executivo dos estados vizinhos, José Ivo Sartori (RS) e Cida Borghetti (PR).

“As reuniões de monitoramento têm trazido conforto à população de Santa Catarina. Essa é a nossa responsabilidade. Por isso estamos dialogando com os grevistas, caminhoneiros, no sentido que as questões essenciais não sejam impedidas, afinal de contas não podemos responsabilizar ou punir a população por essa paralisação, que entendemos ter motivos justos”, afirmou o governador, que salientou que reuniões periódicas sobre o assunto têm acontecido desde a noite de terça-feira.

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