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Segunda-Feira, 12 de Novembro de 2018
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Um mês após chacina em Joinville, investigação ainda não foi concluída e segue em sigilo

Suspeito preso em dezembro continua detido no Presídio Regional de Joinville

Adrieli Evarini
Joinville
Fabrício Porto/arquivo/ND
“Como o caso é complexo, nós precisamos manter o máximo de sigilo para conseguir concluir investigação”, explica o delegado Fabiano Silveira

 

A madrugada do dia 6 de dezembro de 2015 não será esquecida pelos joinvilenses. Em três horas, sete pessoas foram assassinadas e o caso, que completou um mês nesta quarta-feira, segue sem solução. Foram abertos dois inquéritos para investigar as três mortes ocorridas no bairro Fátima e as três mortes que aconteceram no bairro Paranaguamirim. A sétima vítima, encontrada morta no Morro do Amaral está sendo investigada separadamente por fugir dos padrões das demais.

Adão Pereira da Silva, 37 anos, Ederson Bonette Barbosa, 27, André Manolo Corrêa, 35, Daniel Alves de Lima, 32, Alex Muniz Evaristo, 28, e Diogo da Rocha Garbari, 27, foram mortos a tiros naquela madrugada. A investigação, segundo a Secretaria de Segurança Pública, à época já trabalhava com duas linhas: guerra entre facções pelo comando do tráfico de drogas e retaliação da Polícia Militar pelo policial que havia sido baleado na madrugada anterior, e que morreu no Hospital Municipal São José no dia 15 de dezembro. Hoje, segundo o delegado da DIC (Divisão de Investigação Criminal), Fabiano Silveira nenhuma possibilidade foi descartada, porém a investigação segue em sigilo.

Menos de dez dias após as mortes, no dia 14 de dezembro, a Polícia Civil prendeu dois suspeitos de participação nos assassinatos, um deles, encontrado escondido em um sitio em Jaraguá do Sul, continua detido no Presídio Regional de Joinville.

Na tarde de terça-feira (5), o suspeito prestou novo depoimento e, de acordo com o delegado Silveira, apresentou contradições em relação às declarações feitas no momento da prisão, no mês passado. “Com base nessas fortes contradições, os indícios contra ele se reforçaram e com base nisso encaminhei a prorrogação da prisão por mais trinta dias”, destacou. A identificação do suspeito não foi divulgada. “Como o caso é complexo, nós precisamos manter o máximo de sigilo para conseguir concluir investigação”, completou o delegado.

Para Silveira, por se tratar de seis mortes tão complexas a investigação deve durar, no mínimo, 60 dias. Alguns laudos já foram apresentados, outros estão pendentes e o delegado solicitou ainda outros laudos complementares. “Eu espero entrar em fevereiro com a investigação bem encaminhada”, ressaltou.

Hoje, são dois investigadores trabalhando no caso, a partir de segunda-feira (11), serão quatro trabalhando exclusivamente para concluir as investigações do crime que chocou Joinville.

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