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Assalto a banco termina em tiroteio, mortes, incêndio e perseguição, em São João Batista

Após troca de tiros com a polícia, três assaltantes foram mortos, dois presos e quatro fugiram em direção ao Sul do Estado

Marcos Horostecki e Brunela Maria
São João Batista
12/02/2017 às 18H12

Era para São João Batista, na Grande Florianópolis, ter sido palco de mais um assalto cinematográfico na madrugada deste sábado (11). Um grupo de oito criminosos tinha o plano de explodir caixas eletrônicos, mas eles não contavam que estavam sendo monitorados pela DRAS (Divisão de Roubos e Antissequestro) da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais). O resultado foi um confronto armado bem em frente ao Banco do Brasil, no centro da cidade.

Durante a madrugada, a Deic recebeu informações sobre a possível ação de um dos grupos criminosos que vêm sendo monitorados – as investigações incluem quadrilhas especializados em roubos a caixas eletrônicos com a utilização de explosivos e armamento de guerra. Policiais, então, se deslocaram ao município da Grande Florianópolis e montaram a operação para prender os criminosos. Três homens foram presos em flagrante por integrar organização criminosa, tentativa de latrocínio, tentativa de explosão e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e explosivos (de 28 anos, 31 e 38 anos), oriundos de São Paulo, Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Moradores desceram dos prédios para acompanhar o trabalho da polícia depois do tiroteio - Watsapp/Divulgação/ND
Moradores desceram dos prédios para acompanhar o trabalho da polícia depois do tiroteio - Divulgação/ND


Por volta das 4h, os veículos com oito criminosos chegaram ao local e tentaram utilizar pedestres como reféns para impedir uma possível ação policial. “Oito criminosos participaram da ação diretamente, mais dois davam cobertura em casas que serviam de base para a quadrilha. Estes dois foram presos”, detalhou o delegado da Deic Raphael Werling de Oliveira.

Com a chegada dos policiais, teve início a intensa troca de tiros, em que três caixeiros foram mortos e um ficou ferido com gravidade. Dois policiais também foram atingidos durante o confronto. Segundo o delegado Werling, os policiais estavam fora de perigo. “Eles estão muito bem, foram medicados, não correm risco de morte”, disse.

Um dos policiais ferido foi o delegado Anselmo Cruz, titular da DRAS/DEIC, que coordenou os trabalhos de investigação. Ele foi atingido por estilhaços provocados por um disparo. Quanto ao estado de saúde do caixeiro, o delegado não tinha detalhes, apenas relatou que ele perdeu muito sangue e está em observação. A reportagem do ND tentou contato com o Hospital Regional de São José, onde o homem está internado, mas o boletim médico não foi informado.

Fuga

Após a troca de tiros, quatro integrantes da quadrilha conseguiram fugir em dois carros. Logo depois, eles atearam fogo em um dos carros na cidade de Tijucas. O outro veículo, um Citröen∕C4 Lounge, com placas de Caxias do Sul, foi encontrado por volta das 9h30 na BR-101, em Sombrio. Na fuga, um morador foi levado com refém, mas libertado em São João Batista.

Carro usado no assalto foi incendiado em Tijucas - Deic/Divulgação/ND
Carro usado no assalto foi incendiado em Tijucas - Deic/Divulgação/ND


Logo depois do início da fuga, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) recebeu um alerta sobre a ocorrência e deu início a fiscalização no km 422 da rodovia, em Araranguá. Após acompanhamento conjunto, no entanto, o automóvel foi abandonado no km 436. Segundo o Diretor da Deic, delegado Adriano Krul Bini, o SAER (Serviço Aeropolicial), de Criciúma, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi quem localizou o veículo abandonado com armamentos e explosivos. “Policiais da DRAS investigavam há algum tempo quadrilhas especializadas em roubos a caixas eletrônicos com uso de explosivos e armamento de guerra”, afirma.

Os ocupantes fugiram, mas deixaram farto armamento, dinamite e roupas que seriam utilizadas no assalto. As buscas pelos suspeitos continuam na região. De acordo com o delegado Werling alguns dos suspeitos já foram identificados e uma força-tarefa seguia fazendo o acompanhamento até esta noite.

Marcas do confronto

As marcas do confronto ficaram espalhadas pelo comércio vizinho ao banco de São Josão Batista. Até bombas de combustível de um posto de abastecimento foram atingidas. Moradores do interior de Canelinha informaram ter ouvido tiros no momento em que viaturas da PM percorriam a região.

Quando o dia amanheceu, os curiosos se amontoaram em frente ao banco para acompanhar o trabalho do IGP (Instituto Geral de Perícias). Uma equipe recolheu os três corpos dos assaltantes e evidências do tiroteio, como balas de fuzil e de espingardas de calibre 12. Os bandidos recolhidos vestiam roupas pretas e coletes balísticos.

O tiroteio aconteceu próximo ao local onde, recentemente, houve a explosão em uma padaria. O mesmo banco já foi alvo de caixeiros.

Fuzil, explosivo e munições encontradas no carro abandonado pelos criminosos - Divulgação/Deic/ND
Fuzil, explosivo e munições encontradas no carro abandonado pelos criminosos - Divulgação/Deic/ND



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