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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Trabalho intenso para remoção dos restos do incêndio que paralisou São Francisco semana passada

Carga de fertilizantes é transportada para Joinville onde será depositada no aterro industrial

Redação ND
Joinville

O domingo foi de muito trabalho paras as equipes que atuam na retirada dos detritos em galpão de fertilizantes em São Francisco do Sul. Enquanto mais de 50 caminhões recolhiam o que sobrou da carga de fertilizantes, equipes dos Bombeiros, Defesa Civil, Fatma, Polícia Ambiental e uma empresa de controle de risco ambiental terceirada atuava para fazer os estudos ambientais das consequências do incêndio químico. 

 

Divulgação/ND
Carga de fertilizante adquiriu consistência de concreto, o que dificulta a remoção

 

Segundo a Defesa Civil, os trabalhos só foram paralisados momentaneamente no final da tarde de domingo devido a um novo risco de foco de incêndio. A situação foi normalizada rapidamente e as equipes retornaram o trabalho.  “O fertilizante se transformou em blocos sólidos como concreto. Isso exige um trabalho ainda mais criterioso para a remoção. Podemos dizer que a situação está sobre controle, e o trabalho deve seguir initerruptamente até que todo o produto seja descartado no aterro industrial de Joinville, onde será tratado”, comentou o coordenador regional da Defesa Civil, Antônio Edival Pereira.

Para o coordenador da Defesa Civil, as equipes estavam preparadas para atender uma situação como esta. “A gente sempre participa de cursos, simulações, mas nada se compara com a realidade. Hoje podemos dizer que todos que aqui atuaram estavam preparados para um evento como esse. As equipes trabalharam juntas para acabar com o foco da reação química e reduzir os impactos ambientais”, explicou Pereira.

Tanto ele quanto quem trabalhava no local neste domingo acreditam que só um laudo do IGP (Instituto Geral de Perícias) e a investigação dos órgãos competentes serão capazes de determinar o que pode ter provocado o inicio da reação. Pessoas que estão trabalhando no local acreditam que um problema elétrico ou uma reação química podem ser as causas mais prováveis pelo inicio da da reação que provocou a fumaça.

Equipes da Fatma também retornaram no local do incêndio neste domingo. Conforme o fiscal Carlos Soares, gerente de fiscalização em exercício, os resultados preliminares apontam para baixos índices de danos ambientais. “Desde o início da reação química nossas equipes estão monitorando todo o processo, principalmente em relação ao solo e água. Hoje podemos dizer que as medidas que deveriam ser tomadas para minimizar os danos ambientais foram tomadas. Por isso, hoje não há riscos a comunidade”, disse o fiscal.

Soares comenta que na próxima quarta, uma equipe laboratorial deverá emitir um parecer mais técnico dos materiais coletados durante todo o incêndio. “Vimos que a o solo e a água, inclusive a que foi utilizada para conter o acidente químico estão neutralizados isso já é um índice muito bom”, finalizou.

Nneste domingo um dos sócios da empresa Global Logística e Transporte Ltda., Nelson Possamai, também esteve vistoriando o local. Ele não quis falar com a imprensa. Funcionários responsáveis pelo local disseram que a empresa só vai se manifestar sobre o caso na terça feira quando o trabalho de retirada do fertilizante do galpão foi concluído.

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