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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Trabalhadores da iniciativa privada de SC terão 11% de aumento no salário mínimo regional

O aumento depende da sanção do governador Raimundo Colombo

Rafael Thomé
Florianópolis

Terminadas as negociações entre representações de empregadores e trabalhadores de Santa Catarina, que vinham acontecendo desde dezembro de 2015, foi definido o reajuste do piso salarial regional do Estado para a iniciativa privada em 2016.

Na terça-feira (22), em reunião na sede da Fiesc (Federação das Indústrias), foi acordado aumento de 11% para cada uma das quatro faixas salariais e, agora, a proposta será encaminhada para sanção do governador Raimundo Colombo. 

Fotos Públicas/Divulgação/ND

 

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que de 500 mil a 1 milhão de trabalhadores sejam afetados direta ou indiretamente pelo piso regional, que engloba apenas a iniciativa privada. O acordo tem caráter retroativo e o reajuste valerá para os salários recebidos desde janeiro.

 

Os novos salários terão os seguintes valores:

1ª faixa: R$ 1.009,00 (era R$ 908,00 – reajuste de 11,12%)

2ª faixa: R$ 1.048,00 (era R$ 943,00 – reajuste de 11,02%)

3ª faixa: R$ 1.104,00 (era R$ 994,00 – reajuste de 11,11%)

4ª faixa: R$ 1.150,00 (era R$ 1.042,00 – reajuste de 11,17%)

 

Faixas

Integram a primeira faixa os trabalhadores da agricultura e pecuária; nas indústrias extrativas e beneficiamento; em empresas de pesca e aquicultura; empregados domésticos; em turismo e hospitalidade; nas indústrias da construção civil; nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos; em estabelecimentos hípicos; e empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.

Na segunda faixa estão os profissionais que atuam nas indústrias do vestuário e calçado; nas indústrias de fiação e tecelagem; nas indústrias de artefatos de couro; nas indústrias do papel, papelão e cortiça; em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e nas indústrias do mobiliário.

A terceira faixa compreende os trabalhadores nas indústrias químicas e farmacêuticas; nas indústrias cinematográficas; nas indústrias da alimentação; empregados no comércio em geral; e empregados de agentes autônomos do comércio.

quarta faixa diz respeito às indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico; indústrias gráficas; indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana; indústrias de artefatos de borracha; empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito; edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares;  turismo e hospitalidade;indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas; auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino); empregados em estabelecimento de cultura; empregados em processamento de dados; e empregados motoristas do transporte em geral e empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.

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