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Relembre os principais momentos do ato pelo Dia Nacional da Paralisação em Florianópolis

De acordo com os organizadores, 10 mil pessoas fizeram parte do ato que começou às 16h no Centro da cidade

Redação ND
Florianópolis
15/03/2017 às 22H30
Manifestantes se concentraram no Ticen - Marco Santiago/ND
Manifestantes se concentraram no Ticen - Marco Santiago/ND


O Dia Nacional da Paralisação reuniu em Florianópolis, nesta quarta-feira (15), movimentos de diversas áreas, como educação, saúde e transporte coletivo, que paralisaram as atividades durante todo o dia ou em alguns períodos. Trabalhadores foram às ruas do Centro protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência, que seguem tramitando no Congresso Nacional. Os ônibus não circularam das 16h às 19h, enquanto os servidores dos hospitais Celso Ramos e do Regional de São José fizeram várias paralisações ao longo do dia.

O principal ato foi às 16h, quando diversos sindicatos se uniram e começaram a passeata pelo Centro com o mote “Nenhum direito a menos”. O grupo deixou a “praça do Sintraturb”, ao lado do Ticen (Terminal de Integração do Centro), e caminhou até chegar em frente ao Terminal Rodoviário Rita Maria. Ali, por volta das 18h, o movimento tentou entrar nas pontes de acesso e saída da Ilha.

Enquanto o comando da paralisação negociava com a Polícia Militar para entrar na ponte, um grupo tentou forçar a entrada, provocando tensão com os policiais. A negociação não surtiu efeito e o movimento decidiu encerrar a paralisação por volta das 18h30. De acordo com a organização, cerca de 10 mil pessoas participaram do ato.

Após a desmobilização do comando da manifestação, um grupo de cerca de 200 jovens fez um “catracaço” na plataforma A do Ticen, e ocupou as pistas de circulação dos ônibus. Com longas filas, o transporte coletivo voltou a funcionar completamete às 19h.

Com gritos principalmente contra a reforma da Previdência e contra o presidente Michel Temer (PMDB), vários representantes sindicais ocuparam o microfone para protestar. “Se você está passando e está chateado porque o trânsito está parado e os ônibus não andam, saiba que estamos lutando por todos os trabalhadores brasileiros”, afirmou Ana Cláudia da Silva, diretora do SindSaúde/SC. “Se o pessoal não se mobilizar, todo mundo vai pagar: os professores, o pessoal da saúde, do transporte público”, disse Dionísio Lidner, do Sintraturb.

Alternativas aos ônibus

Quem não conseguiu chegar a tempo ou não se programou para chegar ao Ticen antes das 16h, teve que ter paciência para voltar para casa. Sem os ônibus, as opções eram táxi, Uber, caronas ou as vans liberadas pela prefeitura para operar durante a paralisação.

Sandra Infante, 60 anos, dividiu a tarifa do Uber com outra pessoa para o Campeche. Michele Bueno, 34, saiu uma hora e 30 minutos mais cedo do trabalho para tentar ir para casa de ônibus, mas chegou às 16h30 ao Ticen, quando motoristas e cobradores já haviam paralisado. O jeito foi ligar para o marido e pedir uma carona.

Durante o dia, diversos serviços paralisaram de forma parcial ou total. Pela manhã, a prefeitura enviou uma lista da situação de atendimento nos postos de saúde. Onze funcionaram normalmente, 16 com atendimento parcial e 19 sem atendimento.

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5 Comentários

  • Raul
    PTralhada pira quando vê enfim o País tomando o rumo certo. Agora está na hora de corrigirem essa porcaria de constituição, nem que se faça uma nova, pra acabar de vez com esse mimimi de tenho direito a tudo.. Chega de vagabundagem nesse Brasil. Quer protestar? Escreva um email ou proteste no facebook. Quer fazer greve? Faça greve de fome, dentro de sua casa.
    Marcelo Lubi
    As pessoas que protestam, sejam elas (es) de qualquer partido merecem respeito da população. Até porque caráter se conquista com opinião e não com reclamação!
    Enquanto alguns lutam pelos direitos deste povo, outros ficam em sua zona de conforto!
    Saber ler e interpretar tudo que sai na imprensa é um dever de todo cidadão. Mas, o respeito ao próximo ainda continua ser a melhor qualidade do ser humano. Você já se perguntou o que pode fazer hoje para melhorar a qualidade de vida de sua família hoje? Então faça!