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SUS descredencia maternidade Chiquinha Galotti, em Tijucas

A maternidade era referência para municípios do Vale e do Litoral Norte

Marcos Horostecki
Tijucas
02/03/2018 às 09H56

A Maternidade Chiquinha Galotti, uma das mais antigas unidades obstétricas da Grande Florianópolis, deixou na quinta-feira (1º) de receber pacientes pelo SUS (Sis­tema Único de Saúde). O descre­denciamento foi anunciado por meio de nota da ACSC (Associa­ção Congregação Santa Catari­na), mantenedora do Hospital São José, em Tijucas, onde fica a maternidade. Também não serão mais aceitos partos por meio de convênios. A unidade obstétrica só ficará disponível para pacientes particulares, mas a instituição garante que não deixará de receber partos emergenciais naturais.

 Segundo a ACSC, a medida foi definida em reunião com as secretarias de saúde do Estado, do Município e com a Comis­são de Intergestores Regional no último dia 23. “O contrato de atendimento obstétrico já ha­via se encerrado em dezembro, mas foi prorrogado por 60 dias, em acordo com a Secretaria de Estado de Saúde”, afirmou. O hospital passa a ser referência na área de ortopedia de média complexidade. “O encerramen­to desse contrato faz parte de uma reorganização do SUS que já vem sendo implementada há alguns anos”, continua.

A mudança, no entanto, cria dificuldades para os mo­radores de Tijucas, Canelinha, Porto Belo, Bombinhas, Itapema e Governador Celso Ramos, que recorriam ao hospital via SUS e convênios.

Os municípios do Litoral Norte terão agora que recorrer aos hospitais de Bal­neário Camboriú e Itajaí. Já os integrantes da Grande Floria­nópolis têm como referência o Regional de São José e a Mater­nidade Carmela Dutra.

Maternidade em Tijucas  - Divulgação/ND
Maternidade em Tijucas - Divulgação/ND



Equipe de plantão tinha alto custo

O secretário de saúde de Tijucas, Vilson Porciúncula, disse que lutou até o último momento para que o atendimen­to fosse mantido. Ele esclareceu, de outro lado, que a instituição não tinha condi­ções financeiras de atender a principal exigência do SUS, que era manter uma equipe de obstetrícia completa 24 horas por dia. Não haveria demanda para sus­tentar o investimento. Para garantir o atendimento à população, o município oferecerá o transporte até a maternidade mais próxima.

A prefeitura também es­tuda a possibilidade de encaminhamento ao Hospital Helmut Nass, em Biguaçu ou mesmo ao Municipal de São João Batista.

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